Role, zinho?

A onda no momento é o rolezinho! Rolezinho pra cá, rolezinho pra lá, mas sempre em lugares chiques, agradáveis e que atraem multidões! Avenida Paulista, Shopping centers e por aí vai…
Não há notícia, até a presente data, de um passeio coletivo em nenhum local, onde a mão-de-obra seja necessária e alguém precise suar a camisa… Uma plantação de cana, batata, jerimum… Jamais! Ninguém pensa em fazer uma excursão pelos hospitais do país, para consolar doentes, trocar curativos e doar sangue… Já pensaram, que coisa linda: uma multidão de gajos musculosos fazendo um rolê num hospital pra doação de plasma? E um rolezinho em escala nacional para visitar nossos idosos nos asilos e prosear com eles? Dar banho em morador de rua seria algo interessante… Nossos cemitérios também poderiam ser agraciados com um vibrante passeio juvenil com cantorias e cartazes e, antes de ir embora, a rapaziada pintaria os túmulos! Os garis do país mal-assombrado teriam condições de sair de férias, caso nossos vitaminados jovens resolvessem varrer as ruas num “rolezinho das vassouras!”.
Hospitais, asilos, cadeias públicas, orfanatos são excelentes lugares para exercitar o amor ao próximo, despertar o patriotismo e incentivar atos heroicos… Outro território adequado para um estafante rolê são os Tribunais de Justiça do país… Imaginem só, que maravilha: uma multidão de jovens bem dispostos entrando, de repente, nas salas dos juízes e desembargadores para dar uma mãozinha no andamento dos processos? Talvez os presidentes dos TJs pudessem até mesmo dar um descanso extra aos juízes, escrivães, meirinhos, escreventes… O Judiciário tupiniquim, finalmente, perderia essa fama de lesma-lerda, não é mesmo?
Outra coisa: por que rolezinho? Pra que tanta modéstia e usar um diminutivo tão chinfrim? Só se for pra homenagear nossos bravos “Mamonas Assassinas”… Mas, se é pra reverenciar alguém, por que não enaltecer Giuseppe Verdi e batizar essa gloriosa jornada de “Marcha Triunfal” Não seria muito mais chique?
Mas, pensando bem, chique mesmo, seria se todo mundo resolvesse imitar o Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, fazer um rolezinho pela Via Láctea e jogar um balde d’água nas labaredas do Sol! O verão tá quente demais, minha gente!

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