Sem carnaval

Este ano não teremos, pelas razões que você conhece as festas do tríduo do rei Momo em todo o Brasil (a não ser que ocorram festas secretas ou clandestinas). Os feriados, suspensos, principalmente pelos municípios, irão causar enormes baixas no quesito turismo doméstico principalmente nas praias. Aqui em Itapetininga não teremos o desfile da tradicionalíssima Escola Aristocratas do Samba e Cultura, de Vila Santana, com sua dança (e canto), cadenciados e sua bateria sempre empolgantes.
Nem o Festival do Boteco, no Largo dos Amores, e que congrega centenas de família itapetininganas nas suas cinco noites (e dias!) de realizações. Lá, entre os “comes e bebes” (como se dizia antigamente) pode-se encontrar com aquela pessoa que não víamos há muito tempo. Confraternização, enfim. E também escutar as deliciosas marchinhas, sambas e marchas-rancho do carnaval de outrora executadas pela Banda Municipal. E o carnaval nos clubes? Nem pensar. Sem o “réveillon” e agora sem carnaval parece que o ano não mudou. Parece que estamos ainda em 2020. E olha que no ano passado (agora e 2020) a pandemia do coronavírus esperou o carnaval passar para entrar “em cheio” no Brasil. Foi por pouco. Questão de duas ou três semanas. Que tristeza! E não adianta programar o carnaval para julho ou setembro. Pelo ritmo lento que estão se processando as vacinas, quantos brasileiros estarão imunes até lá? Infelizmente, nem todos. Além disso, julho, por exemplo é Inverno e não combina com a festa carnavalesca que é quente e exige Verão.
Quem gosta dos festejos e assiste pela televisão (principalmente pela Globo ou Globo News), não vai poder ver o sempre majestoso desfile das escolas de samba do grupo especial que ocorre na sexta-feira pré-carnavalesca até a segunda-feira, nos Sambódromos paulistano e carioca. Não irá ver o luxo e a alegria da Vai-Vai de São Paulo e do samba enredo e da bateria da Mangueira do Rio de Janeiro. Ver as ruas de São Paulo tomadas por centenas de blocos que não existiam há dez anos atras. E acompanhar a passagem do bloco Banda de Ipanema que sai do famoso bairro, dar uma volta pelos quarteirões, com moradores da região, aquela tão cantada por Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Morares. Nada mais legitimo que esse bloco com banda própria e no repertorio músicas clássicas carnavalescas como “Aurora” (sem você fosse sincera…) “Lata D’água na cabeça” (lá vai Maria…), “As pastorinhas” (a Estrela-d’alva do céu desponta…). E também vamos ficar sem o “Galo da Madrugada”, em Recife, Pernambuco com seu um milhão de seguidores e com seus frevos saltitantes. Além dos Blocos Líricos (de mulheres seresteiras) que desfilam à noite com seus cantos nostálgicos. E Salvador, na Bahia, o desfile masculino dos “Filhos de Gandhy” (mais ou menos cinco mil homens com turbantes cantando em dialetos africanos, acompanhados com ritmos acústicos com cantos de paz).
Nada mais típico. É lógico que iriam aparecer (se houvesse carnaval) blocos com músicas que nada tenha a ver com os folguedos como os dá “sofrência sertanejos” de rock, de funk, músicas dos “Beatles”. Mas, fazer o que? O carnaval mudou.
PS: Só para lembrar, se você quer matar mesmo a saudades é só colocar no Google o que você quiser ver do carnaval de outrora. É só dar um click!

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