Sublimando a bondade

Ser bom, com toda certeza, é um atributo do homem. A bondade lhe é inerente, desde o nascimento, mas por circunstâncias que só a Divindade, com todo seu poder, consegue esclarecer, durante quase toda sua existência, o ser humano se transforma completamente.
São os abrolhos e dificuldades, incompreensões, revolta ou ódio contra todos, que transformam aquela beatitude em algoz implacável, voltado ao semelhante, com desejos até de eliminá-lo da face da terra.
A bondade, apesar de tudo, permanece incólume e sublime dentro da alma espiritual do homem. E ela se manifesta em quase todas as ocasiões, previsíveis ou não. Uma bondade imaculada, sem desejos de reconhecimento, sem qualquer interesse de retribuição. Como fazem muitas pessoas, aqui mesmo em Itapetininga, que “praticam o bem, sem olhar a quem”. Sem citar nomes: empresários, de vários ramos, periodicamente visitam e levam cestas de alimentos, medicamentos ou roupas para comunidades pobres da cidade, sem qualquer alarde sem se deixarem identificar.
Bondade santa, Bondade infinita. Bondade própria das grandes almas.
Admiráveis são os bondosos, aqueles que praticam a bondade como verdadeiros cristãos, sem pensar em compensações. Dignos de elogios são aqueles, que em sua comunidade, reúnem os vizinhos de baixa renda e lhes oferecem, geralmente em festas de fim de ano, jantares ou almoços, reunindo-os então em verdadeiras confraternizações de amizade e lealdade. Como reuniões que foram realizadas neste final de 2015, em vários pontos da cidade.
Bondosos são aqueles que em um pequeno gesto de amor, engrandecem a alma, daquilo que praticam e o reconhecimento de quem as recebem.
Auxiliar um idoso ou um deficiente a atravessar a rua, dar auxílio, por menor que seja, ao necessitado; proporcionar um prato de comida àquele que sente fome, vestir um pobre morador de rua, proteger uma criança indefesa. Enfim, por mínimo que seja o gesto oferecido, denota infinita bondade, o alto espírito do bem que esta pessoa traz em sua personalidade. Nada mais justo, portanto, homenagear sinceramente a bondade dos homens. E a oportunidade é neste dealbar de 2016, exaltar a todos itapetininganos que em suas variadas profissões e atividades praticam a generosidade, como fonte de alegria e prazer, em servir sem visar qualquer recompensa. Apenas pelo espírito cristão.
Uma figura que carregava a bondade em seu coração, entre outros, destacou-se, quase como um ser enviado por Deus, o saudoso e sempre prateado farmacêutico Venâncio Aires Monteiro. Personagem estimado por todo segmento da sociedade itapetiningana.
Competente profissional, tratava a todos com afeto e carinho. Despojado de interesses, dedicava-se de corpo e alma ao cliente de sua farmácia, indicando e “inclusive fornecendo os necessários medicamentos, sem se importar com o pagamento”.
“Paciente como Jó”. Assim o tratavam, destacando o seu carisma, amor e dedicação incomum. Estabeleceu-se com farmácia em alguns municípios e sua atuação foi sempre igual. Não deixou bens materiais, mas sua lembrança jamais se apagou da memória de toda Itapetininga.

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