Táxi-lotação

Antes, o “táxi-lotação” era uma beleza! Bastava acenar da calçada, que o chofer estacionava seu veículo educadamente e pronto: a gente entrava no automóvel e logo, logo chegava onde queria são e salvo e… feliz! Durante o trajeto era possível até contar um causo, falar mal do prefeito, da vizinha, do patrão…
Havia motoristas que mereciam um diploma de louvor: quando não podiam fazer uma corrida, diziam que o endereço era muito longe, a gasolina estava no fim, já era hora do almoço, o lugar era mal-assombrado… E por aí vai! Mas, alguma coisa aconteceu e a situação mudou para pior! De repente, a função de taxista passou a ser ocupada por pessoas que jamais poderiam exercê-la!
De uns tempos para cá, essa anomalia que se chama “taxi-lotação” parece que foi invadida por uns sujeitos esquisitos, uns marmanjos que jamais poderiam exercer qualquer serviço público, uns enfadados mal saídos da Idade das Cavernas! Alguns lembram personagens de filme de terror, outros sãos uns cascas-grossas que talvez, melhor estariam na função de “alisador de paralelepípedo”! Ai de nós!
O povaréu, coitado, além de aguardar uma eternidade no ponto, ainda é obrigado a ouvir um sonoro “não” com ar de nojo, de desprezo… Eca! Não é qualquer filho de Deus que pode ser chofer de táxi. De jeito nenhum! Não basta arrumar um “possante”, recauchutar pneus, pintar a lataria e sair por aí transportando almas… Taxista tem que ter classe, ser educado, e se for naturalmente simpático, melhor ainda!
Para poupar o cidadão de ser obrigado a perguntar ao “lindinho” do chofer, se ele vai até determinado local, a solução é colocar uma tabuleta gigante em cima do carro. Nessa placa estariam os nomes de todas as ruas por onde circula o veículo. É só tomar cuidado para que a geringonça não arranque os fios teleféricos. Os usuários vão aplaudir a inovação e os funileiros também… Mas isso é apenas uma medida paliativa!
Os responsáveis pelo trânsito dessa infeliz Voçoroca do Sul deveriam selecionar com mais rigor os motoristas que prestam tão relevante serviço público. Ser chofer de táxi não é pra qualquer um e transportar gente não é a mesma coisa que levar boiada.
E tem mais: assombração não pode ser taxista!

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