Um imaginário colóquio com um político

Neste próximo domingo realizam-se eleições para escolha de prefeitos e vereadores. Em Itapetininga quase 400 cidadãos se apresentam para disputar esses cargos.

Nada então rogar aos possíveis vencedores que se conduzam com trabalho e engrandecimento do torrão natal.

Será através do voto, caro político, que passamos uma procuração à Vossa Excelência concedendo todos os poderes para representar-nos e advogar nossos interesses, como justiça, liberdade, igualdade e honestidade.

Grande é a responsabilidade de Vossa Excelência, já que decidiu aceitar tal missão.

Queremos que haja uma fiscalização para averiguar o proceder de Vossa Excelência, por não termos os mesmos poderes para cassar o mandato daqueles que não desempenharem bem esta função.
– “Eleitor amigo, recebi o seu voto e pode estar certo de que tudo farei em seu interesse. Como homem público eu sei sentir os seus anseios, não descansarei um só minuto. Como homem público tenho a consciência do dever “.

Mas a desilusão, maldita desilusão não se fez esperar. Vossa Excelência esqueceu –se completamente de mim. Vejo, ó político, Vossa Excelência aplicado nos seus interesses, vejo Vossa Excelência afobado com sua fama, vejo-o aproveitar de tal posição em benefício próprio. O descontentamento apoderou-se de minha alma e confesso que já não sinto o desejo de votar.
– “Eleitor amigo, você não pode negar os meus projetos; você não pode desconhecer as minhas leis.” – “Fui eu quem fez …, isto e aquilo.”

Mas, político, Vossa Excelência fala como se estivesse fazendo um favor com o dinheiro próprio, não por obrigação e não com os recursos do povo. Vossa Excelência fala do pouco que fez, mas não fala do muito que deixou de fazer. Como político, Vossa Excelência deixa muito a desejar.

Como estou cansado de esperar, como estou cansado de sofrer. Até quando, ó político, abusarás de minha boa-fé, de minha paciência.

– “Quer dizer que está saturado desse regime e prefere trocá-lo por um outro, consulte a história, veja que a humanidade já teve vários tipos de governo. Não ficou satisfeita, então idealizou e preferiu esta – a democracia, um governo eleito pelo povo que tem como lema estas palavras: Liberdade, igualdade e fraternidade.” Disse o político.

Mas não pretendo mudar o regime, este ainda é o melhor da história. É a única forma de governo no qual eu participo ativamente para compor. A democracia é o regime mais humano, onde todos cuidam de todos. Posso estar saturado e descontente com o representante, mas grande mal seria não ter o direito de escolha. Imagine os políticos impostos.

Grande mal é o político estar cheio de privilégios que só resultam em abusos. Grande mal é haver gente capaz, quer pela vocação e espírito público, quer pela eficiência, preparo e dignidade de ser um bom político, mas não ter recursos para participar com competitividade nos pleitos e dedicar-se à vida pública.
Apesar de tudo ainda temos esperança que nossa política poderá melhorar.

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