Uma glória bem gerida

Alberto Isaac
Publicado originalmente em 19/06/2015

Desapareceu o Clube Atlético Sorocabana, como outros clubes da cidade, no cenário esportivo paulista, e hoje o atraente estádio seccionado, melancolicamente abriga feiras de confecções, parque de diversões, shows de espécies questionáveis, festas comemorativas, tudo em períodos diversos, como se fossem um bálsamo para amenizar a ausência do esporte, essa admirável imitação da vida que veio no mundo para salvar o homem dos males físicos e morais da ociosidade em que nos acena os próximos anos.

Passa-se mais um ano, e agora completando exatamente sete décadas (75 outonos), que em 11 de Junho foi fundado um clube, hoje quase esquecido pela maioria da população itapetiningana. Pode-se contar nos dedos aqueles que terão condições de narrar algo sobre o famoso CASI (Clube Atlético Sorocabana), entidade esportiva que esteve no auge em época que já se foram.

Nos considerados áureos tempos cultivaram-se o clube como uma divindade e cujo sacerdócio eram os craques que passaram pelos terrenos de chão batido da rua Virgílio Rezende (campo do Salém) e ainda no moderno estádio, na rua Padre Albuquerque que ostenta o nome de José Santana de Oliveira, categorizado ferroviário e amante de esportes.

Aliás, este um dos presidentes que mais engrandeceu o clube, seguido por outros e dando o seu sangue a tudo que se nascia sobre o CASI. Assim foram os dirigentes Joaquim Ribeiro Jr., Orlando Scott, Renato Moura Santos, Silvio Livieri – ferroviário aposentado depois comerciante, e Dr. Aguiar, primeiro presidente e engenheiro. Valiosos na administração, sempre com o apoio ardente e incondicional da torcida que não abandonava seus ídolos.

Uma paixão que ultrapassava as raias do inconsciente, flamejava nos lances mais dramáticos, proporcionados por Nico, Carlitão, Costa Pinto, Nelsinho, Rambo, Aleixo, Pim, todos atletas locais e outros como Casa Grande, Clovis, Baia, Liceu, Yoyo. Capítulo à parte são os destaques, os fantásticos goleiros Toninho Abrami, Canarinho e Orlandino, consagrados jogadores que ainda são lembrados como lendas do futebol itapetiningano.

Foram tempos de glória e vitórias estupendas, que passaram. Que o diga Canarinho, ainda plenamente consciente e saudoso.
Os tempos correndo celeremente, por razões que a própria razão desconhece, foram deixando para trás as grandes porfias e as grandes emoções que a equipe ferroviária disputava em partidas sensacionais, com os aguerridos e sempiternos rivais. Associação Atlética local e o (DERAC) Departamento de Estrada de Rodagem, além de outros grandes times de municípios diversos.

Desapareceu o Clube Atlético Sorocabana, como outros clubes da cidade, no cenário esportivo paulista, e hoje o atraente estádio seccionado, melancolicamente abriga feiras de confecções, parque de diversões, shows de espécies questionáveis, festas comemorativas, tudo em períodos diversos, como se fossem um bálsamo para amenizar a ausência do esporte, essa admirável imitação da vida que veio no mundo para salvar o homem dos males físicos e morais da ociosidade em que nos acena os próximos anos.

Réquiem para o clube, que teve uma glória excepcional, mas eterno é o afeto que tivemos por ele.

 

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