“Vamos Voltar a Pilantragem”

A frase acima, é um bordão, gíria que era muito usada por uma das maiores vozes da MPB (Música Popular Brasileira, que o Brasil já teve. Estou falando de Wilson Simonal (1938-2000) e mal sabia ele que o termo pilantra seria usado anos depois para adjetiva-lo como “pilantra” no sentido pejorativo, literal da palavra, que irei explicar durante o texto.

Por indicação do meu tio Ivan Barsanti Silveira, colunista deste caderno, jornal Correio de Itapetininga, assisti o filme “Simonal ‘ (2018) produzido pela Globo filmes com distribuição da Paris Filmes e Downton Filmes, dirigido por Leonardo Domingues (primeiro longa-metragem do diretor) e com excelentes atuações de Fabricio Boliviera (protagonizando Simonal) Isis Valverde, Caco Ciocler, Leandro Hassum e Mariana Lima nos demais papéis principais.

Fiz uma “garimpagem” nos serviços de streaming e achei facilmente no Youtube (é só digitar: “filme Simonal”) e o longa sobre o cantor é ótimo, com um perfeito apuramento técnico de direção edição, som, luz e imagens. Para os aficionados em cinema como eu, os 7 primeiros minutos da película é um primor! Todo ele gravado em plano sequência, segundo o diretor, sua equipe teve que gravar 17 vezes para que finalmente estivesse satisfatório, e ali se vê uma aula de cinema. O filme também aborda, sem ser panfletário, assuntos relacionados ao racismo. Se nos dias de hoje não é nada fácil, imagine então há 50 anos atrás, um negro se tornar rico e famoso.

Wilson Simonal teve um sucesso meteórico no inicio dos anos 60, mas como uma montanha russa, o seu declínio e decadência também foi “uma estrela cadente” passa que cai rapidamente e se desfaz. Era um verdadeiro showman nos palcos tinha o timbre mais surpreendente do Brasil e animava a plateia como nenhum outro, pelo menos entre meados dos anos 1960 e meados da década de 1970. Ao longo de sua carreira, ganhou grana, ostentou riqueza e se divertiu como poucos.

Seus maiores sucessos foram “País Tropical“, “Sá Marina“, “Nem Vem que Não Tem“, “Mamãe Passou Açúcar em Mim” e “Tributo a Martin Luther King“.

Tudo mudou, no entanto, quando foi acusado de colaborar com o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), órgão do governo da ditadura militar responsável pela repressão e tortura de dissidentes políticos.

Denunciou o seu contator Raphael Viviani, sem ter provas alguma de apropriação indébita de valores da firma do artista. O contabilista foi preso e torturado com eletrochoques por todo seu corpo inclusive nos órgãos genitais e foi espancado. A partir daí, o cantor caiu no ostracismo, e virou personagem esquecido da música brasileira….

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