A morte de um animal de estimação já é dolorosa. Mas em Itapetininga o sofrimento aumenta ainda mais já que a cidade não possui um cemitério apropriado para o enterro ou cremação. A única alternativa que sobra para os donos de cães e gatos é realizar um enterro irregular por conta própria.
“No município não existem opções para a cremação dos animais de estimação e nem um cemitério para enterrá-los. Assim, alternativas ofertadas pelos órgãos públicos da cidade divergem do pensamento daqueles que enxergam os animais como membro da família”, diz a integrante do Grupo Missão Planeta Terra, Eliane Bazolli. Porém a reportagem apurou que algumas empresas oferecem o serviço em cemitérios clandestinos sem autorização e com um custo alto.
Diante da carência do município, a improvisação prevalece o que apenas colabora para aumentar o sofrimento da família. As clínicas veterinárias geralmente indicam carroceiro ou apontam um local em que é possível enterrá-los.
Para a ativista é ruim não só em aspectos ambientas, mas também psicológicos. “No que se diz respeito ao aspecto psicológico, para aqueles que mantêm uma convivência harmoniosa e familiar com o seu bichinho de estimação, saber que não há um local, chega a causar um nó na garganta e um aperto no coração”, declara.
De acordo com a voluntária da ONG SOS Animais, Bruna Caputo, as famílias pedem ajuda nestas ocasiões.
“Sempre nos procuram quando precisam enterrar algum animal e não tem nenhum local próprio para isso. Para muita gente o animal é considerado da família e não querem enterrar seus animais em qualquer lugar”, completa.















