A decisão da deputada federal Simone Marquetto (MDB) de não disputar a reeleição nem concorrer à Prefeitura de Itapetininga colocou os meios políticos em alvoroço na última quarta-feira. A desistência altera o tabuleiro partidário local, obrigando legendas a repensarem suas estratégias para as eleições de 2026.
Até então, além de Simone, outros dois nomes despontavam como possíveis pré-candidatos à Câmara Federal: a vereadora Delegada Júlia Nunes (PSD) e o ex-vereador Marcelo Nanini. Com a saída de cena da deputada, é provável que novas lideranças locais e regionais surjam nas próximas semanas.
As razões de Simone
O distanciamento político entre Marquetto e o prefeito Jeferson Brun (Republicanos) já era comentado desde meados de 2024, quando ela se afastou da campanha eleitoral de Jeferson. Nos últimos meses, a deputada concentrou seu mandato na destinação de emendas parlamentares e aproximou sua atuação de setores mais conservadores da sociedade civil.
Nos bastidores, circula a informação de que ela teria firmado um acordo político com o deputado Maurício Neves (PP), embora o conteúdo não tenha sido confirmado. Outra versão indica que Simone pode assumir um cargo ligado a uma entidade católica.
Confira os votos mais polêmicos da deputada:
Sim à PEC da Blindagem;
Sim ao PL da Devastação;
Não à taxação de IOF dos super-ricos, bancos e bets;
Sim à urgência do PL da anistia aos golpistas de 8 de janeiro;
Não ao aborto legal.
Repercussão nas redes
A declaração da deputada gerou intensa repercussão nas redes sociais. Em plataformas como Instagram, Facebook e grupos de WhatsApp, centenas de comentários demonstraram o desgaste da imagem de Marquetto, com maioria de reações críticas à sua atuação parlamentar.
Novo layout do Portal da Transparência da Câmara dificulta acesso a informações
O Portal da Transparência da Câmara Municipal de Itapetininga, criado em 2012, é um importante instrumento de acompanhamento das ações do Legislativo, permitindo ao cidadão consultar salários, gastos, leis e projetos. No entanto, a recente atualização visual do site, implementada no fim do último semestre, acabou dificultando a navegação e o acesso às informações.
Usuários relatam que a busca por dados se tornou confusa e pouco intuitiva, o que pode comprometer a transparência e o controle social sobre os atos públicos. Qualquer pessoa desiste de sua busca nos primeiros minutos.
Vereadores têm pouca participação nas audiências para a revisão do Plano Diretor
As audiências públicas para revisão do Plano Diretor de Itapetininga, lei que orienta o crescimento urbano e define o uso do solo, têm registrado baixa participação popular e mínima presença de vereadores. Até o momento, sete reuniões foram realizadas pela Prefeitura, com exceção da última, que teve maior mobilização após a participação do promotor José Roberto Barreira, em articulação com o Coletivo Fórum da Cidade.
Entre os parlamentares, apenas Eduardo Codorna (PL) e Júlia Nunes (PSD) participaram de alguns encontros. Segundo Codorna, os vereadores devem atuar mais efetivamente após o envio do projeto de lei ao Legislativo para votação.
Eleições 2026: o coeficiente eleitoral e a corrida por candidatos
Nas eleições proporcionais, o número de cadeiras conquistadas pelos partidos depende do coeficiente eleitoral: resultado da divisão dos votos válidos pelo número de vagas disponíveis. Em 2022, foram necessários 332 mil votos para eleger um deputado federal e 246 mil para um estadual em São Paulo.
O sistema faz com que candidatos mais votados impulsionem outros nomes do mesmo partido. O exemplo mais conhecido é o do deputado Guilherme Boulos (PSOL), que, com 1 milhão de votos, garantiu a eleição de mais dois parlamentares da sigla.
Com isso, os partidos iniciam agora o chamado “período de caça aos candidatos”, em busca de nomes com potencial de voto. Em Itapetininga, essa movimentação já começou.
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