Na próxima segunda, 9 de julho, é feriado no estado de São Paulo. A data representa o início da Revolução Constitucionalista de 1932, e homenageia o movimento contra a ditadura de Getúlio Vargas. Os esforços da luta armada em Itapetininga não passaram despercebidos. O município era uma das localidades mais estratégicas como rota de acesso das tropas getulistas advindas do sul do país em direção a São Paulo.
O municipio vai resgatar a cultura e história por meio de atividades práticas. “Estamos organizando uma semana de evento para lembrar que Itapetininga fez parte da Revolução Constitucionalista de 1932”, destacou o o secretário de Cultura e Turismo de Itapetininga, Beto Hungria, que esteve reunido com vários órgãos no Centro Cultural e Histórico.
A cidade de Itapetininga sediava, no atual prédio da regional do DER, o Quartel General do Setor Sul do Exército Revolucionário. Enquanto isso, o colégio Instituto Imaculada Conceição funcionava o Hospital Militar com o auxilio das irmãs beneditinas.
A revolução ocorreu entre julho e outubro de 1932 e tinha por objetivo a derrubada do governo do presidente Getúlio Vargas. Ele havia assumido o poder em 1930.
Insatisfeita, a população iniciou protestos e manifestações, como a do dia 23 de maio, que terminou num conflito armado. A revolução então acabou eclodindo no dia 9 de julho. “A frente de cada governo estadual encontrava-se um interventor nomeado por Getúlio, cuja mentalidade muitas vezes se contrapunha aos interesses do Estado que lhe era confiado. Foi precisamente o que ocorreu em São Paulo e tamanha foi a insatisfação de seus cidadãos que o estado levantou-se contra a ditadura de Vargas”, explica.
Um desses jovens foi Osvaldo Raphael Santiago, que aos 17 anos deixou Apiaí para voluntariamente se alistar nos batalhões em formações em Itapetininga. Como era menor de idade, Osvaldo não pôde seguir na linha de frente como combatente, mas o fez na condição de ajudante de almoxarifado do quartel de Itapetininga.
No confronto, quatro universitários Mário Martins de Almeida, Euclides Miragala, Dráusio Marcondes de Souza e Antonio Camargo de Andrade não resistiram e faleceram. As iniciais de seus nomes, MMDC, tornaram-se o mote que impulsionou milhares de outros paulistas e lutar pela derrubada de Getúlio Vargas .
O levante se estendeu até o dia 2 de outubro de 1932, quando os revolucionários perderam para as tropas do governo. Mais de 35 mil paulistas lutaram contra 100 mil soldados de Getúlio Vargas. Cerca de 890 pessoas morreram. Getúlio Vargas permaneceu no poder até 1945, mas em 1934 era promulgada uma nova Constituição dando início a um processo de democratização.
Programação
Na próxima segunda-feira, dia 9, às 16h, está programada a solenidade oficial na praça Peixoto Gomide, em frente ao prédio escolar que leva o nome da praça e que serviu de hospital para as pessoas que se feriram na Revolução. O evento contará com a participação da Banda Municipal “Maestro Edil Lisboa”.
Na terça-feira, dia 10, às 10h, será aberta oficialmente uma exposição sobre o tema no Centro Cultural e Histórico “Brasílio Ayres de Aguirre” que fica no Largo dos Amores.
Na quarta-feira, dia 11, às 19h, uma palestra sobre a Revolução de 1932 no Centro Cultural e Histórico.
Na quinta-feira, dia 12, às 19h, um debate sobre o tema, também no Centro Cultural e Histórico.
Na sexta-feira, dia 13, e no sábado, dia 14, , às 8h, serão realizados “City Tour” pelos principais pontos de Itapetininga, que serviram como base de apoio aos soldados que atuaram na Revolução de 1932.
A reunião para discutir a semana de atividades contou com a presença de representantes do MMDC, Tiro de Guerra de Itapetininga, DER – Departamento de Estradas de Rodagem, Associação dos ex-atiradores do Tiro de Guerra e de um colégio particular, que também serviu de apoio.















