1. Nesse novo trabalho acústico, vocês apresentam um som mais recente da banda. Quase nada daquele acústico de 15 anos atrás. Mas na estrada, durante os shows da turnê, não rola uma volta àquela antiga playlist? Os fãs podem esperar algo nesse sentido?
Dinho Ouro Preto: A gente toca o Acústico NYC do começo ao fim, igualzinho ao show que fizemos em NYC em junho de 2015, mesmo cenário, mesmas luzes, tudo igual! Depois…depois a gente toca quase todos os grandes sucessos do Capital Inicial. O show dura 2 horas e 30 min!!!
2. O rock nacional sempre foi fértil quando o assunto é expressar o momento político do País (vide o próprio Capital Inicial e Legião Urbana, por exemplo). Como o grupo se posiciona hoje diante da atual crise pela qual passa o Brasil? Para você o momento é de extravasar (e esquecer um pouco a realidade) ou de reflexão por meio da música?
Dinho Ouro Preto: Acho que a música pode e deve ajudar a levantar as questões e discussões políticas de um país, e o Capital Inicial tem uma tradição em falar de política. Hoje o momento é de grande confusão e incerteza. Ninguém sabe no que vai dar. Está difícil ver um caminho. Talvez possamos contribuir para o debate de algum modo. Pode ser através das músicas, do que é dito nos shows ou com o que é postado em nossas redes sociais. O fato é que sempre falamos de política no passado e continuaremos falando.
3. Vimos muitas bandas da mesma época que vocês ficando no meio do caminho. Vocês conseguiram construir uma carreira pautada em novidades. Não se apegaram ao passado e estiveram sempre produzindo, o que ajudou até mesmo na renovação do próprio público de vocês. Você acredita que esse foi um dos pontos importantes para chegarem até aqui tão “em forma”?
Dinho Ouro Preto: A gente sempre evitou viver do passado, viver dos grandes hits da nossa carreira. Sempre buscamos conscientemente esta renovação, pensamentos novos, letras novas. O Capital é isso. Procuramos deliberadamente evitar a nostalgia, o cheiro de naftalina. Esse acústico de certo modo é a celebração disso: são as músicas que lançamos de 2002 pra cá. .!
4. Por que vocês escolheram exatamente a canção “Tempo perdido” para homenagear a Legião Urbana nesse acústico?
Dinho Ouro Preto: A obra inteira do Renato Russo me fascina desde adolescente….Amo todas as suas músicas, e pra mim teria sido difícil escolher uma. Acabou sendo esta por sugestão do próprio Lenine!
5. Que lembranças você tem da época do primeiro acústico, gravado pela MTV, que foi um marco na carreira do grupo?
Dinho Ouro Preto: O Acústico MTV foi feito de maneira muito despretensiosa.
Ninguém levava fé! Nem nós, nem a gravadora, nem a MTV. Porém, fomos arrastados por um vendaval cuja poeira não assentou até hj!
6.A turnê “Acústico NYC” começou há pouco tempo, em janeiro. O repertório que o público vai conferir é exatamente o mesmo do CD/DVD ou vocês já sentiram vontade de incluir outros sucessos da banda no setlist?
Dinho Ouro Preto: Começamos tocando o Acústico NYC do começo ao fim. Mas depois tocamos quase todos os grandes hits do Capital Inicial.O show dura quase 2horas e meia!!!
7. Que principais diferenças você apontaria entre o primeiro projeto acústico e o atual?
Dinho Ouro Preto: Vejo o primeiro projeto acústico de 2000 como mais comportado. Nos últimos anos, os discos do Capital Inicial foram ficando mais nervosos, como o Das Kapital, e o Saturno. O que por sua vez, fez este Acústico se tornar mais nervoso também. Por isso a gente o chama de “acústico turbo”!
8. O Capital Inicial tem mantido o sucesso e popularidade no mercado musical mesmo com mudanças como o surgimento de fatores como o MP3, o download de músicas, a pirataria. Qual o segredo dessa longevidade?
Dinho Ouro Preto: Não sei! Não existe fórmula mágica! Mas a nossa atitude é sempre olhar para o futuro, para a frente, não viver do passado, evitar a nostalgia, o saudosismo. Acho que isso ajuda!















