Com um olhar inquieto e, quiçá, futurista, o fotógrafo alemão, naturalizado brasileiro, Theodor Preising (1883-1962) registrou em suas fotos no início do século XX, a maior e mais complexa cidade brasileira. Ainda tímida em sua simbologia, hoje melhor representada por sua grandiosidade, a São Paulo da década de 20 já possibilitava notar uma metrópole industrial, de sinergia, diversidade e inspiração cultural que viria a ser.
Na exposição São Paulo: Sinfonia de uma Metrópole, com fotos que ficarão expostas no Sesi Itapetininga até o dia 7 de julho, o visitante pode flutuar na viagem fotográfica com 25 capturas em preto e branco, registradas entre 1925 e 1940 e que muito tem a ver com a capital paulista repleta de amor e ódio, ao caos, e a toda confusão de sentimentos que ela [a cidade de São Paulo] ainda causa nas pessoas.
Para organizar as obras de maneira elucidativa, o curador da exposição, Rubens Fernandes Júnior, explica a divisão expositora para melhor entendimento histórico das fotos. “A exposição está dividida em quatro núcleos: a cidade de São Paulo na década de 1930; a lavoura do café bem como todo o processo que culmina com a exportação no Porto de Santos; o lazer e o entretenimento e a presença dos emigrantes em todo o processo. Além disso, a mostra busca valorizar o trabalho do fotógrafo Theodor Preising, ainda pouco reconhecido na história da fotografia brasileira”, explicou Fernandes Júnior.
De fato é possível sincronizar as fotos com o processo histórico urbanístico e social, atuais, vivido por São Paulo. O fotógrafo teve este olhar desprovido do senso comum, que o levou a enxergar mudanças proporcionalmente grandes àquela cidade, como explicou o curador. “A riqueza gerada pelo café, através do trabalho dos emigrantes promove um novo movimento sócio-cultural na cidade que, ao mesmo tempo, inicia seu processo de verticalização.”
Sobre o olhar de curador e, evidente, admirador de Preising, Rubens Fernandes Júnior pontua a sensibilidade e técnicas, visíveis nas fotografias de Theodor, mas critica a falta de reconhecimento histórico e cultural de seu trabalho. “Além disso, Theodor Preising tem muita importância na história da fotografia brasileira desse período. Por motivos ainda desconhecidos, seu trabalho não teve o devido reconhecimento. O trabalho curatorial buscou evidenciar a qualidade técnica e estética desse fotógrafo e mostrar toda a documentação produzida por ele nesse período. Com certeza seu reconhecimento virá com a propagação do seu nome e de suas imagens, tão eloquentes e importantes para nossa história política e iconográfica”, finalizou Rubens.
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