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O apagamento da memória dos negros esquecidos e apagados

Rita de Cássia Moraes Leonel
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CulturaporRedação
17/05/2024 16:06

Eleni Nobre, Doutora em Cultura e Filosofia, História da Educação pela USP

Meu nome é Eleni Nobre. Eu sou arte-educadora, doutora em Cultura e Filosofia, História da Educação, pela USP. E gostaria de dizer um pouco sobre o apagamento da memória dos negros esquecidos e apagados, por uma história que nos é contada por um único viés, o viés eurocêntrico, o viés do branco. Então, como mulher preta e estudiosa, eu acredito que eu tenha um pouco para falar, para exteriorizar sobre tudo isso. Dia 13 de maio, assim como 20 de novembro, eu não acho que sejam datas para comemorar, são datas para refletir. Refletir sobre como mais de 400 anos de escravidão apagaram, invisibilizaram os verdadeiros heróis desse país, que lutaram a duras penas, colocando suas vidas em jogo para que nós, hoje, negros, fôssemos libertos.

Embora ainda sofremos muito as amarras da chibata e as marcas do que os nossos antecedentes levaram nas costas e pelo corpo todo da chibata. Começo falando que esse apagamento da memória, essa reescrita da memória, a gente precisa começar lá do fundo, questionando o que foi essa abolição da escravatura. Que tipo de abolição da escravatura a gente pode considerar como liberdade? Uma vez que a gente não foi… Diferentemente, por exemplo, nos Estados Unidos ou outros lugares do mundo. O Brasil durou 100 anos para libertar os seus escravizados. E não foi pelos lindos olhos da Princesa Isabel, pela bondade. Obviamente que houve muita luta dos abolicionistas e dos simpatizantes, artistas e várias pessoas da sociedade no momento.

Mas foi porque o Brasil estava ali sofrendo uma sanção política. Foi por uma pressão política e ideológica, e não porque a Princesa Isabel era boazinha. A gente também tem que colocar no mesmo caldeirão a relação com os indígenas. Porém, dentro dessa história negada, é importante hoje a gente compreender quais foram alguns nomes, algumas presenças que levaram a tudo isso, que são um caso muito claro que está perfeitamente latente ainda.É o caso Marielle. Obviamente que não é por a questão da demonização da imagem da Marielle, não é simplesmente porque ela é de esquerda, mas é porque é preta, porque é mulher, porque é gay. A gente vive numa sociedade que ainda transmuta as histórias, num país de ignorantes, e eu digo ignorantes não no sentido do não saber, mas de uma escola que realmente nega aquilo que a gente tinha que ter com toda a clareza na nossa memória.

A ação dos Estados Unidos na América Latina, que foi totalmente prejudicial para uma cultura que hoje ainda é subjugada e que, inclusive, as pessoas não pensam que até a década de 30 o negro não jogava futebol. Que até há 50 anos, há muito pouco tempo, a capoeira era vista como coisa de vagabundo. Então se tivesse uma reunião em qualquer canto de pretos, eles iam ser sacrificados e iam presos. Tudo isso por uma sociedade branca, escravista, e que era uma forma de penalizar os negros, porque ali naquele momento eles haviam perdido o seu espaço, a sua maior mão de obra, que eram os escravizados. Todas essas contribuições de afrodescendentes e de africanos na construção do país é relegado a segundo plano. Desde os tempos coloniais até hoje.

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Muitos heróis foram apagados não só de registros históricos, como as suas histórias foram silenciadas e as conquistas automaticamente minimizadas. Então, por exemplo, citando alguns, porque são muitos para não ficar muito longo, a Luísa Mahin, que foi uma guerreira da resistência negra contra a escravidão no século 19. Na Bahia, ela liderava rebeliões e conspirava pela liberdade dos escravizados. A Revolta dos Malês, que foi uma das principais revoltas, que parou a Bahia por 16 horas, por negros, inclusive letrados, de origem islâmica.

O André Rebouças, que tem até a Avenida Rebouças lá em São Paulo, engenheiro abolicionista, que  desafiou as normas racistas da sua época para contribuir para o desenvolvimento tecnológico brasileiro. Parece que as pessoas ainda subjugam e deixam o negro sempre neste segundo plano, neste lugar de subserviência. Ainda hoje, eu como mulher preta, doutora (porque é esse lugar que a gente tem que ocupar), quando eu vou a algum lugar, a uma loja aqui da cidade com uma pessoa branca, nunca chegam pra pessoa branca perguntando se ela trabalha ali. Sempre é pra mim. Do mesmo modo como eu moro no Atenas, um bairro considerado de elite da cidade, e mais de uma vez, ao atender a porta, a pessoa me questionou se a patroa estava. Se você está num bairro nobre e você é preto, você está ali como empregado. Você não pode ser o dono da casa, né? Assim como há essa tentativa de apagamento ainda hoje, obviamente que o apagamento dessas figuras históricas não é apenas uma questão do passado. E justifica todo esse racismo estrutural, e não é só a questão da pele, mas é cultural e ritualística, né? E religiosa.

A Maria Firmina dos Reis, que também é as primeiras romancistas do Brasil, foi a abolicionista ativa, tanto a obra literária como a vida pessoal, ela denunciava a crueldade da escravidão e a liberdade. E por aí vai Dandara dos Palmares que foi esposa de zumbi, um líder mesmo que desempenhou um papel significativo na comunidade dos Palmares, um dos maiores quilombos da história. Ganga Zumba, que assim como o zumbi, foi um líder quilombola, ele negocia um acordo de paz com as autoridades coloniais, e aí consegue elevar o quilombo dos Palmares a uma república livre temporária. Manoel Congo, que também liderou uma revolta em 1835, conhecida como a Revolta dos Malês, em Salvador, uma das maiores revoltas de movimentação negra. E refletiu naquele momento a resistência do povo africano. Chico Rei, que é essa figura lendária, alguns dizem que até que não existiu, mas é conhecido por essa resistência também, e que cuja, o conhecimento, né, porque, assim, é importante a gente também colocar que os escravizados não eram trazidos a esmo.

Muitos deles foram capturados e trazidos por seus conhecimentos. No caso de Chico Rei, como ele era urívis e tinha lá uma mina muito grande, né, em Minas Gerais, e ele, então, foi capturado e negocia, dizendo que se ele tirasse, ele queria liberdade, né. Então ele é conhecido como o Rei do Congo, ele era o Rei do Congo e foi capturado e trazido durante o século XVIII. E é isso, eu acho que é importante a gente trazer e falar sobre como, exemplos de como os escravizados resistiram à opressão e contribuíram para essa luta contra a escravização no Brasil. E do quanto isso, essa negação, nos leva ao que a gente vive hoje. Então é importante a gente reconhecer e construir outra narrativa. Então a narrativa não do opressor, mas do oprimido, porque é aí que está a verdadeira verdade. A gente tem que deixar. Então, dar a César o que é de César, ou dar a zumbi o que é de zumbi?

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