Nesta vida tudo passa. Como o fluxo incessante do rio que atravesa cidades pequenas e grandes. Nada permanece infinitivamente. Até as palavras usuais em épocas remotas são totalmente esquecidas e, posteriormente, jamais utilizadas.
Expressões antigas e populares que, atualmente poucas pessoas conhecem ou lembram-se delas. E, neste final de ano, início de 2018, período propício para recordações. E, em razão disso que, embora enfastiosas, vamos enumerá-las, com todo cuidado e muitas saudades:
Aeroplano – Nome dado ao avião ou outra aeronave; Amassos – amarrotar; Banzar – meditar; Berote – arranjo de cabelo; Caixa d’óculos – quem usava óculos; Carcamano – alcunha que se dava a italianos; Centrar – jogar a bola; Costurar – driblar, passar a bola; Chibante – fanfarrão, gozador, divertido; Chumbeva – narriz arrebitado, orgulhoso, metido; Dar na telha – dar na veneta, deixar de fita, deixar de fingimento; Escachar – caçoar, esculhambar; Eta – alegria, satisfação; Gasosa – refrigerante, refresco como as fábricas de bebidas de Eugenio Ventura ou Benedito Tambelli (com as famosas Tubaina); Gozar a fresca – tomar ar, refrescar-se (como às tardes de Itapetininga, onde se frequentava o Largo dos Amores, ou o Largo do Rosário, Avenida ou da Aparecida); Fileira – que faz fita, fingida; Rei na barriga – pernóstico, imponente, orgulhoso; Hamburguesa – Marca de cerveja; Caracú – cerveja preta, tomar uma pretinha; Ir ao 21 estados (Bar pertencente ao saudoso Arthur Matarazzo, na rua Monsenhor Soares, junto ao clube Recreativo); Jurubeba – aguardente, cachaça.
Prossigamos com ditos e palavras que não se usam atualmente: Jacobinismo – patriostismo exagerado, que não aceita estrangeiro; Jogo de bicho – jogo muito popular, criado no Brasil. Em Itapetininga havia várias casas como a Pavão de Ouro, na rua Saldanha Marinho; Galo de Ouro na rua José Bonifácio, além dos coletores do “jogo do bicho”, percorrendo as ruas da cidade em busca dos “viciados”; Lapada – lambada, chicotada; Meia-garrafa – pequeno ou cerveja preta; Palacete – casa suntuosa (como a do professor Tonico Alves ou o sobrado existente entre as ruas Monsenhor Soares e José Bonifácio; Quatrocentão – moeda de 400 réis ou paulistano fidalgo; Queijo Palmira – marca de queijo; Ramezoni – marca de chapéu, até hoje existente e que se comprava antigamente na Casa de Astor Barth; Roupa-marinheiro – traje em moda na época à maneira de uniforme da marinha; Salame – futebol, drible, movimento do corpo para se desviar do adversário. Em Itapetininga foram famosos os jogadores Waldemar Bicudo e Tico-Tico da Associação Atlética e CASI (ferroviário) e no Brasil o grande Garrincha; Sudan Ovaes – marca de cigarros, distribuía prêmios na forma de cheque. Vendido na era passada na Charutaria de Antonio Souto, depois pertencente a Issa Bittar, na Monsenhor Soares; Sarapintado – que tem pinta, pintalgado; Tabefe – soco, sopapo, tapa; Tripeiro – vendedor de tripa; Trouxa – individuo fácil de ser enganado; Xi – interjeição indicando espanto, admiração, surpresa, alegria.
Finalizando, “este texto um tanto xaroposo”, desejo aos meus possíveis leitores um ano repleto de alegria, saúde e paz.
Café das Magnólias promove encontro de empreendedoras na Casa da Cultura
O Café das Magnólia promove no sábado, dia 21, às 14h, um encontro voltado a empreendedoras de brechó, moda circular e pessoas interessadas em consumo consciente, na Casa da Cultura....














