A realização da Virada Cultural Paulista foi um dos maiores acontecimentos ocorridos em Itapetininga neste ano. Pela primeira vez na cidade, o evento gratuito ocorrido nos dias 27 e 28 de maio, realizado pela parceria do Governo do Estado e a prefeitura municipal, trouxe atrações artísticas na Marginal do Chá e na praça Marechal Deodoro da Fonseca. No palco instalado no Largo dos Amores houve apresentações de circo e teatro. Já no palco principal em frente ao ginásio Ayrton Senna, entre as diversas atrações, se destacaram as apresentações de Paula Lima, NX Zero, Thaíde e Arnaldo Antunes. A Secretaria de Cultura e Turismo estima que 25 mil pessoas estiveram presentes nos dois dias de atividades.
Na área teatral, o grupo “Detrás do Pano”, comandado por Paulo Carriel, estreou o clássico infantil “Os Saltimbancos” e a montagem adulta, “O Filho Ingrato”, trabalho este premiado no festival de Sarapuí. A montagem de maior sucesso da companhia, “Revolta dos Brinquedos”, fez impressionantes 50 apresentações na região. Já o grupo Tapanaraca, liderado por Fábio Jurera, apresentou no Abílio Victor ou no Centro Cultural, as inéditas “Julgamento do Lobo Mau” e “Histórias de Saci”, além das peças de repertório: “Princesa em Perigo”, “Sopa de Pedra”, “Parque Ecológico”, “Cartomante do Parque” e “Nosso Oz é Mágico”, esta última premiada no festival de Araguari, Minas. Numa parceria inédita, os dois grupos apresentaram a tradicional “Paixão de Cristo”, em frente à Igreja das Estrelas, com 1.200 pessoas presentes nas três noites.
Em novembro, houve duas estreias de produções teatrais inéditas na cidade. No Sesi, o NAC (Núcleo de Artes Cênicas) encenou “A Menina que Colecionava Estrelas”, inspirado livremente no clássico “A Vida é Sonho”, de Cálderon de La Barca e dirigida por Milton Cardoso. E, na Catedral Nossa Senhora dos Prazeres, a Associação Cultural Théspis voltou aos palcos com a montagem sobre São Francisco, a superprodução “Simplesmente Francisco”, comandada por Margha Blóes. Também na catedral foi realizada, em outubro, a 1ª edição da “Mostra Artística da Catedral” com a exposição de fotografias, pinturas e relíquias restauradas, além de documentários ressaltando a importância histórica da catedral. O evento teve a curadoria de Walkiria Paunovic e Marina Hungria.
Ainda no universo das artes visuais, a primeira exposição do ano ocorrida no Centro Cultural, “Histórias do nosso Carnaval”, teve a curadoria de José Luiz Vaz, o “Zé Louco”. Também foram expostas no histórico prédio entre outros trabalhos, telas de Nívea Guarnieri, esculturas de Antônio Carlos Estanagel e exposições fotográficas “Pássaros”, de Camilo Bezerra e “Vidas Macro – Parque São Francisco de Assis (Parque do Mato Seco)”, de Giovane Proença, as duas últimas com curadoria de Ednei Floriano.
O teatro do Sesi completou dez anos de existência e para comemorar a data houve uma apresentação especial do trio de Israel, Gilad Ephrat Ensemble. Outros destaques da área musical foram Ricardo Herz, Giovanna Maira, Orquestra de Choro de Gafieira, Cláudio Zoli, Paula Lima, Léo Maia, entre outros. Nas artes cênicas, entre várias atrações estiveram no Sesi, entre elas, “Amadores”, “Sobre Ratos e Homens”, “ID:dades”, “Viagem ao Centro da Terra”, “A Ver Estrelas” e “Círculo das Baleias”. Pela primeira vez, a cidade recebeu obras de renomados artistas: Bispo de Rosário, Tarsila do Amaral, Di Cavacanti, Volpi e Geraldo de Barros. Em julho, o Sesi promoveu a “Mostra Cultural de Inverno”, evento que incluiu homenagens de artistas locais a obra de Teddy Vieira e uma semana de conversas, “Dedo de Prosa”, que tratou de temas como literatura, iniciativas culturais na cidade, artes cênicas e futebol. Este último, além do debate, contou com a exibição do curta “1° Tempo” produzido pela Billi Produções.
O mediador cultural Ângelo Ricchetti continuou promovendo a exibição de filmes, na maioria desconhecidos pelo grande público, através do Cine Clube. Em 2017, após escolha feita pelos frequentadores através de aplicativo, coordenou a tradicional roda de conversa sobre os títulos como “Terra em Transe”, “Kaspar Hauser”, “Elle”, “Amor”, “Frango com Ameixas”, para citar alguns.
Entre 31 de março e 9 de abril, aconteceu a tradicional 47° Expoagro, no Recinto Acácio de Moraes, que além das atrações musicais regionais, a organização trouxe ao palco as duplas, Jorge &Mateus, Israel & Rodolfo e Guilherme &Santiago, além dos cantores Gusttavo Lima e o fenômeno popular Wesley Safadão.
O agitador cultural, Odilon Resende trouxe para a cidade bandas de sucesso como Biquini Cavadão, Capital Inicial e Jota Quest. No total foram mais de 2 mil pessoas curtindo sucessos dos anos 80 e 90. A Secretaria Municipal promoveu 35 apresentações no Largo dos Amores, através da “Terça Cultural”, entre eles, a dupla High Way Blues Co., Quarteto String Jazz e Trio Bossa Nova.
A chuva prejudicou o fluxo de público no Circuito Sesc de Artes, representado pelo Sincomércio, entre as atrações que o Sesc trouxe no mês de maio para Itapetininga, o premiado grupo mineiro Galpão com o sarau “De Tempo Somos”, a banda paulistana “Mustache e Os Apaches” e os bailarinos da Cia Domínio Público, com o trabalho “Suportar”. Pelo Circuito Cultural Paulista, a cidade recebeu os shows de Cláudio Lacerda & Osni Ribeiro e Paulo Neto, além dos espetáculos “Cadê a Minha Banda” e “Gran Circo Opará”. Na Vila Belo Horizonte, o Instituto CCR SP Vias promoveu, no mês passado, o projeto “Teatro a Bordo”, o primeiro teatro móvel solar do Brasil. Entre as diversas atrações, destacaram-se o espetáculo circense do grupo SOLene e a apresentação teatral do grupo De Sol a Sol.
No Centro Cultural e no Abílio Victor, os propagadores da cultura geek desenvolveram atividades mensais na cidade. O evento “Aventure-se” é organizado pelo grupo RPG Aventure-se e tiveram sessões de RPG (Role-Playing Game), tipo de jogo no qual os participantes desempenham o papel de um personagem em um cenário fictício. Outras atividades foram os boardgames, swordplay, Magic e campeonato de Tekken 7. Em alguns encontros, também houve a participação do grupo de cosplay e aficionados por futebol de botão.
Em janeiro, na rua Prudente de Moraes, um importante espaço cultural reabriu as portas: o Centro Cultural Brasil – Estados Unidos (CCBEU), comandada pelo professor Antônio Andrade. O rico acervo de pinturas, esculturas e desenhos, pertencente ao Museu de Arte – Carlos Ayres, anexo ao CCBEU, novamente abriram suas portas à visit
ação pública. Outra boa novidade da reinauguração foi o novo salão destinado para apresentações artísticas.
Outros espaços culturais que ofertaram um rico cardápio cultural: no Travessa 81, próximo ao Plens, diversos artistas se apresentaram no espaço, como: Du Bertolai, Edinho Ribeiro Trio, Inaiê Tureli, Kátia Baroni, Lively Show Band, Rogel Júnior, String Jazz Quarteto, entre outros. No local foram expostos trabalhos de artistas plásticos, entre eles, Cláudia Cseri, John Valenz, Rico Ribeiro e Sônia Jaco. Na Aristides Lobo, a Casinha Ocitocina reuniu apaixonados por gastronomia, literatura e música. No jardim Bela Vista, o CEU das Artes, coordenado por Bob Vieira, teve além das atividades permanentes como, teatro, dança gaúcha, zumba e violão. Além de mostras de dança e teatro.
Também houve inúmeras atividades na cidade, como a sétima edição do Festival de Teatro de Itapetininga, Natal Encantado, encontro de RAP no Largo dos Amores, atividades de clubes de leituras e seminários. Na Biblioteca, diversos projetos foram organizados, como “Tardes de Histórias”, “Hora do Conto”, “Lê no Ninho” e “Histórias para quem tem histórias”.
Com o crescimento de Itapetininga, ficou difícil mapear todas as atividades culturais produzidas na região, muitas ações ocorreram em mais bairros distantes do centro produzidas principalmente em espaços públicos ou locais religiosos, contribuindo para modificar realidades de suas comunidades. Mas, acreditamos ter dado um panorama ao leitor deste jornal sobre a produção cultural de 2017. Feliz ano novo!
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