Redação
As exportações das empresas de Itapetininga atingiram R$ 275,3 milhões de janeiro a novembro deste ano. Apesar das cifras milionárias, o resultado representa uma queda de 36% comparando com o mesmo período de 2018. Os dados do Ministério da Economia mostram que até o mês de novembro as vendas para o mercado externo totalizaram US$ 67 milhões enquanto que no mesmo período de 2018 as exportações US$105, 2 milhões. A balança comercial — saldo das exportações e importações — ficou em um superávit de US$ 5,3 milhões no acumulado ao ano.
A queda foi puxada pela diminuição nas exportações de carne de frango que foi de 89% neste ano em relação ao mesmo período do ano passado, a cidade ganhou menos US$ 41 milhões com esse tipo de exportação em relação a 2018.
A carne de frango era o produto de Itapetininga mais comercializado no exterior e representava até o ano passado 51% do total de exportações do município. O item passou a representar neste semestre apenas 6,9% do que foi comprado do município por outros países.
Mas, em 2020 a carne de frango deve voltar a ser protagonista das exportações. Isso porque, nas últimas semanas a JBS anunciou investimento de R$ 26 milhões em Itapetininga. A ampliação vai gerar a criação de aproximadamente 350 novos postos de trabalho na filial da Seara Alimentos, frigorífico do grupo JBS, instalada no município. O aumento previsto de quase 30% no quadro de colaboradores, que atualmente conta com 1250 funcionários, se deve à ampliação da empresa, obra anunciada em 2018, e que tem expectativa de ser concluída até abril de 2020.

Hoje o que domina a exportação na cidade com 21% do total é o comércio para o exterior de obras de borracha vulcanizadas. Só com este produto foram faturados US$ 13,8 milhões, e mesmo assim ainda foi 10% a menos que no mesmo período de 2018.
De acordo com o Ministério do Comércio Exterior, o município teve 11 exportadores no primeiro semestre. Os itens mais exportados de janeiro a novembro foram as já citadas Obras de Borracha Vulcanizada Não Endurecida que com 21% do total, Painéis de Madeira com 19%, e ovos com e acessórios de veículos com 13% cada.
Os cinco países para os quais a cidade mais exportou no período foram Argentina (US$ 24 milhões), México (US$ 5,9 milhões) Arábia Saudita (US$ 3,6 milhões), Hong Kong (US$ 3,5 milhões), Emirados Árabes (US$ 3,4 milhões) e Alemanha (US$ 3,2 milhões). As exportações para a China despencaram 89% no período e somaram US$ 1,66 milhão. As compras do país asiático, que já foi um dos maiores importadores do município, representam agora apenas 5,5% do total.
Importações
Já as importações de janeiro a julho tiveram aumento de 17,9%, passando de US$ 52 milhões em 2018 para US$ 61 milhões em 2019. Adubos e fertilizantes são os produtos mais importados e representam 55% de tudo o que é importado pelo município. Outro segmento que teve destaque nas importações: acessórios de veículos e resina de petróleo.
















