No início do ano, além da tradicional expectativa para um ano melhor, vem também as contas como pagamento de impostos, com destaque para o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e o IPVA (Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores), material escolar e até mesmo viagens em família. O economista Marcio Henrique Aleixo, deu algumas dicas para evitar se envidar logo no começo do ano.
“As principais que todos já recordam são dois impostos, o IPVA e o IPTU, que realmente pesam nos orçamentos das famílias, e o não pagamento traz problemas às famílias. Há também outras contas que ocorrem no início do ano, como a compra dos materiais escolares, onde tem sim um peso no orçamento de início de ano, e para alguns há também os conselhos de classe, como o CORECON, OAB, CREFITO etc, que são contas que o profissional tem de levar em consideração, para o exercício da atividade”, comenta.
Aleixo ainda diz que uma das melhores formas de pagamento para essas contas, é o pagamento à vista. Mas para quem não consegue guardar dinheiro para o pagamento imediato, há também outras formas de estudar o melhor método. “Os governos estaduais e as prefeituras, quando lançam os boletos, já apresentam descontos aos que conseguem pagar à vista os impostos, e as opções de parcelamento deles, mas o principal é a família observar as possibilidades que apresentam, e estudar a que vai encaixar da melhor forma, a manter as contas equilibradas e assim manter o pagamento em dia, mas não tem saída, é colocar as contas no papel, definir prioridades, organizar e ter controle do orçamento”.
Já para quem gosta de aproveitar o fim ou início de ano com viagens em família, Márcio alerta para um cuidado redobrado com as contas. “Essa é uma questão bem complicada, mas eu diria que quem se planejou o ano todo, vai poder curtir as férias, viagens e ainda pagar sem problemas essas contas, pois o planejamento proporcionou isso, o ato de poupar e investir tornou essa realidade possível. Agora sem planejamento, o que é uma viagem, em conjunto com essas contas, acabam se tornando somente dívidas, que sufocam o orçamento durante todo ano, dificultando muito o orçamento familiar durante o ano todo”, diz.
O especialista ainda complementa dizendo que guardar dinheiro deveria ser um hábito. “Eu diria que as pessoas deveriam ter obrigatoriamente o hábito de guardar dinheiro. Esse hábito abre possibilidades muito gratificantes às famílias ao longo do tempo. É um costume difícil, e no início o montante guardado pode não parecer ser grande, mas essa disciplina após um período acaba gerando grandes frutos”.
Para os interessados em investimentos, o profissional avalia o momento atual como positivo para o mercado financeiro. “O atual momento é o mais fácil para realizar investimentos, e digo diversos tipos de investimentos. Com a tecnologia, em poucos cliques é possível comprar ações, investir em títulos dos governos, CDBs, fundos de investimentos, etc. Investir é a melhor maneira de proteger seu dinheiro de inflação e de flutuações muito grandes no mercado, diversificando os aportes em várias frentes”.
“Caso tenha muito receio inicie com CDBs de bancos grandes, são os mais confiáveis, para evitar problemas que alguns estiveram investindo em bancos menores que estão passando por liquidação, e caso haja uma vontade de iniciar em investimentos de risco maior, o que se apresentem de forma muito complexa, eu sugiro procurar profissionais especializados. Há inúmeros no Brasil, que são certificados, entendem o mercado e trazem soluções melhores e mais diversificadas”, finaliza.
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