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Fazer ou não fazer lista de metas para o ano?

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Elas podem se tornar corrosivas mentalmente, ao invés de cumprir seu papel que é o de nos direcionar. Reprodução/Internet

Laura Oliveira

Quando um novo ano se inicia, diversas pessoas costumam estipular novas metas para ajudar nos hábitos do dia-a-dia. Algumas são mais fáceis de se cumprir ou manter do que as outras, mas é preciso ter muito cuidado na hora de se criar novas resoluções para se evitar frustrações.
A psicóloga especialista em psicoterapia psicanalítica, Tamara Delis, comentou que se deve ter um cuidado com a saúde mental na hora de se estabelecer novas metas. “O cuidado com a saúde mental é uma atenção constante, o que nos torna vigilantes em como estamos nos sentindo emocionalmente. Estabelecer metas não é a parte difícil, mas estabelecer com definições alcançáveis e adequadas à realidade individual depende de cada um e de como está vigilante com sua saúde mental e emocional.”
“Reconhecendo-se diante aos próprios objetivos, as metas podem trazer muitos benefícios. Se elas excitam a motivação e a doação a atingir o objetivo, a inspiradora à criação de projetos pessoais e a decisão legítima dos objetivos leva a criação de metas carregadas de emoção, estímulos para vida, vitalidade, amor próprio e pelo outro e primordialmente agradecimento e valorização às conquistas”, comentou a psicóloga sobre os benefícios de se criar novas metas.
Tamara também deu dicas para se evitar frustações e manter o foco. “Garanta que sua meta seja criada por si e não por terceiros ou por modelos de outros ou sorrateiramente esteja ligada à admiração por alguém. Proponho a refletir sobre como sua saúde mental acompanha essas metas e como é saudável emocionalmente adequá-las à própria realidade. O autoconhecimento permite flexibilidade diante a vida, amplia a capacidade de desfazer os nós e frustrações que nos paralisam e aprisionam. Reconhecer as próprias dificuldades capacita ao manejo com as metas e compreensão com o que desencadeou a desistência, impulsionando para futuras.”
De acordo com a advogada e coach Mariana Longhini, as metas podem ser super prejudiciais ao nosso emocional se não planejadas devidamente. “Elas podem se tornar corrosivas mentalmente, ao invés de cumprir seu papel que é o de nos direcionar. É importante saber que o componente mental é essencial e deve ser trabalhado. A meta imposta é possível agora? Você tem forças para ela? E se quebrarmos a meta é fizermos modificações para ficar mais fácil de se realizar? Após passar a acreditar que pode realizar, fique ciente que só acreditar não é suficiente, você deve ser gentil com suas forças atuais para que elas aumentem gradativamente.”
“As frustrações em relação às metas é o indicador de que você ainda não está forte como gostaria para cumprir o que se determinou. Porém, saber lidar com isso é o mais importante: significa que você não está contente com sua forma de lidar com a vida. A incapacidade de cumprir a meta é uma das coisas mais comuns. Precisamos aprender a criar o que eu chamo de tônus interno…a base é o princípio da causa e consequência”, comentou a coach.
Mariana também comentou alguns dos benefícios em se fazer resoluções e o que fazer no caso daqueles que estão começando agora. “O benefício de se fazer meta é a visão do seu futuro sendo escolhida e criada por você. Significa escolher com liberdade a fim de que você seja uma pessoa que constrói sua existência e não a vive por viver. Se você não consegue criar uma meta é porque não sabe ainda como cria lá.”

*Sob Supervisão Carla Monteiro

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