Início Cidade Itapetiningano apaixonado por orquídeas tem fotos publicadas em livro internacional

Itapetiningano apaixonado por orquídeas tem fotos publicadas em livro internacional

1029
0
O jovem trabalha no ramo da marcenaria, tem como hobby o hábito de fotografar orquídeas. (foto - Arquivo Pessoal)
publicidade

Carla Monteiro 

Segundo o dicionário, hobby é a denominação dada a uma atividade de entretenimento livre que o indivíduo desenvolve sozinho ou coletivamente. O itapetininganos Giovane Proença, de 26 anos, que trabalha no ramo da marcenaria, tem como hobby o hábito de fotografar orquídeas, e esse passatempo que virou paixão têm dado a ele oportunidades como a recente publicação de suas fotos em um livro internacional sobre a planta. E esta não é a primeira participação em publicações, seu trabalho já esteve em um livro brasileiro e também em um projeto científico.

Proença conta que já cogitou a possibilidade de tornar o hobby sua profissão, mas para ele isso ainda é algo futuro. “Eu comecei a fotografar no começo de 2013. O meu primeiro contato com as orquídeas foi quando eu estava passeando pelo jardim da casa e me deparei com uma orquídea que estava florida no alto de um ipê amarelo, esta orquídea se chama “Cattleya Forbesii”, planta que meu avô tinha plantado, e como ele tinha falecido há pouco tempo, quis botar sentido e tirei-a da árvore e a coloquei em um vaso para poder cuidar dela. Ali começou a paixão e cuidado”.

A primeira orquídea fotografada pelo jovem, era do avô.

Desde o primeiro contato com a orquídea do avô, que despertou o amor por esse universo, o jovem começou a adquirir e colecionar orquídeas. “A coleção começou aumentar muito ao ponto de eu ter em meu orquidário centenas de espécies de orquídeas, algumas exóticas, de outros países e uma porcentagem grande de plantas brasileira da nossa rica Mata Atlântica. Tenho aqui em minha casa um banco genético, onde está aberto para fazer pesquisas e divulgação destas riquezas. Por muito tempo abri o orquidário para visitação, dei palestras para algumas escolas e faculdades. O intuito sempre foi divulgar as espécies de orquídeas que tem seu papel muito importante na natureza”, recorda.

Mas, Proença não se sentia satisfeito em fotografar as espécies que ele tinha em seu orquidário e começou a explorar a cidade a fim de fotografar as plantas que ocorrem em Itapetininga. “Ao todo, existem 52 espécies ocorrentes para nossa região, porém, sei que tem muito mais, ainda não tive tempo e oportunidade de desbravar alguns distritos da cidade”, conta.

Para o jovem, o processo de pensar na fotografia e tirá-la, é de certa forma simples e ele tenta passar com os cliques os mínimos detalhes de cada planta. “Cada fotógrafo tenha um olhar diferente, no meu caso, eu tento transmitir na foto todos os detalhes da planta, ultimamente eu venho fazendo fotos com fundo preto para dar destaque nos mínimos detalhes da flor para facilitar a identificação também”.

publicidade

A rotina da fotografia fora de casa é bem planejada e varia de acordo com o dia, o local e a orquídea escolhida. “Quando vou fotografar alguma espécie de orquídea na natureza, em seu habitat, eu já sei a sua época de floração. As redes sociais ajudam muito, pois como eu, muitas pessoas espalhada pelo Brasil e pelo mundo fazem este trabalho e acaba facilitando para que eu veja a floração de cada espécie na natureza. E em casa, todo o dia vou para o orquidário, quando vejo alguma espécie com flor vou logo fotografar e guardar esta foto”.

Publicações

Algumas fotografias do seu acervo foram publicadas em livros e em um trabalho científico. “Agora, em 2020, fiz parte de um livro, que foi lançado e está à venda, chamado ‘Pleurothallids Neotropical Jewes’ de Adam Karremans e Sebastian Vieira”, este livro foi produzido na Costa Rica, no qual, Adam, me procurou e me pediu algumas espécies do Brasil, do ‘Gênero Acianthera’, ou seja, estou no meio de grandes fotógrafos de vários cantos do mundo, nesta linda obra”, celebra.

O trabalho do jovem itapetiningano também faz parte de um livro chamado “Orquídeas Nativas de Florianópolis”, de Marcelo Nascimento. “Ele confiou em mim para ajudá-lo com meus registros fotográficos e ajuda na identificação de algumas espécies, este trabalho teve mais ou menos 10 anos, eu peguei o último ano, ele me procurou e me perguntou se haveria possibilidade de eu ajudá-lo com as fotos para o livro, eu aceitei e fiquei muito feliz em sair nesta linda obra”.

Proença participou ainda de um artigo científico chamado “Orchids of Serra do Mar State”, do Carlos Eduardo Pereira Nunes, onde ajudou a identificar centenas de espécie da Serra do Mar.

Projetos

publicidade

O jovem conta que tem alguns projetos para o futuro, um dos maiores é publicar o seu próprio livro. “Abordará a Fauna e Flora de Itapetininga que venho fotografando, identificando e listando nesses sete anos. Mas, este trabalho levará alguns anos para ser feito, tem muita coisa a ser observada ainda. Vale a pena ressaltar e passar para quem está lendo, este é o meu sonho”.

Redes Sociais

Quem quiser conhecer um pouco mais do trabalho de Giovane Proença pode acompanhar o jovem nas redes sociais, ele tem um canal no YouTube, onde postou alguns vídeos, e também está no Instagram, Biofaces, Field Guide e o Facebook.

 

Deixe uma resposta

Por favor digite seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui