As mudanças climáticas têm provocado impactos e gerado preocupação em diversas regiões do mundo, e Itapetininga não está imune a esses efeitos. Segundo o agrometeorologista Daniel Nassif, as principais alterações previstas para o município estão relacionadas à distribuição irregular das chuvas e ao aumento da ocorrência de eventos climáticos extremos.
De acordo com o especialista, há expectativa de maior frequência de ondas de calor, com temperaturas que podem se aproximar dos 40 °C. Ele destaca ainda a possibilidade de 2026 figurar entre os anos mais quentes já registrados no município, especialmente em função da atuação do fenômeno El Niño, prevista para o segundo semestre.
Outro ponto de atenção, conforme Nassif, é o aumento da probabilidade de pancadas de chuva intensas, muitas vezes acompanhadas por rajadas de vento e granizo. “A nossa região tende a registrar um crescimento na frequência desse tipo de ocorrência ao longo dos próximos anos”, explica.
Atualmente, porém, Itapetininga está sob influência do fenômeno La Niña, que contribui para a redução do volume de chuvas. Segundo o agrometeorologista, até o momento, janeiro registrou menos da metade da precipitação esperada para o mês. A tendência, no entanto, é de mudança a partir do meio do ano, com a perda de intensidade do La Niña e o início do El Niño.
Com essa transição, a previsão indica dias mais quentes e maior possibilidade de ondas intensas de calor entre os meses de agosto e outubro, além de um aumento no volume de chuvas no final do ano. Nassif ressalta ainda que as estações do ano, já bem definidas na região, devem apresentar características mais acentuadas. “Especialmente no que diz respeito às temperaturas elevadas e às chuvas mais intensas no verão, e ao tempo mais seco durante o inverno e a primavera”, afirma.
Para 2026, a previsão aponta para um inverno considerado dentro da normalidade climática, semelhante ao registrado no ano anterior, marcado pela passagem de frentes frias e períodos de tempo seco. Há também a possibilidade de ocorrência de geadas associadas a massas de ar polar mais intensas, que podem acontecer entre duas e quatro vezes ao longo do inverno, conclui o especialista.
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