O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, revisitando reportagens e fatos que fizeram história há 20 anos. Nesta semana, republicamos a matéria de 2006: “Cidade terá câmeras para fiscalizar o trânsito, diz comandante da PM”.
Mariana Riedel
O comandante geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Coronel Eliseu Eclair Teixeira Borges, esteve em Itapetininga nesta quarta-feira, 11, para devolver a visita que “estava devendo ao prefeito Ramalho”.
Em entrevista exclusiva ao Correio de Itapetininga, o Coronel Eclair, que confessou ter uma “quedinha” pelos bombeiros, já que no início da carreira militar foi um deles, mostra-se surpreso com o elevado número de atendimentos — quase 4 mil em pouco mais de seis meses de funcionamento —, afirmando que “comparativamente, o índice de ocorrências está acima da média das cidades do porte de Itapetininga”. Sem citar números, o Coronel Eclair apontou acidentes de trânsitos como uma das principais causas da elevação desse índice. “Mas — afirmou — com o novo projeto de instalação de câmeras na cidade, resolveremos boa parte desse problema”. No entanto, não voltou no assunto, deixando no ar os detalhes.
Perguntado sobre ações de educação para o trânsito, o comandante concordou que é preciso educar as crianças, elaborar muitas campanhas, sinalizar a cidade e, “infelizmente, usar a punição, porque quem comete infrações no trânsito de maneira usual tem que ser punido”. Nesse item, o Cel. Eclair é de opinião que as câmeras “realmente funcionam já que provocam uma sensação de insegurança no motorista”.
População dividida
Sem comentar sobre a instalação das câmeras, o prefeito Roberto Ramalho, presente à entrevista, preferiu lembrar que “educação é fundamental”, uma das razões pelas quais a Oficina Pedagógica do Município “já inclui a educação no trânsito no currículo escolar, como meio de aprimorar a cidadania”. Em maio deste ano, na edição 62, o Correio de Itapetininga publicou uma matéria sobre a possível instalação de 48 câmeras se vigilância em pontos estratégicos da área urbana, a partir de projeto do vereador Hiram Ayres Monteiro Júnior, aprovado por unanimidade, a um custo estimado em R$ 850 mil.
Na época, a população se dividiu em razão do alto custo do projeto. E mesmo vereadores que votaram a favor, como Wilson Batista, consideram existir outras ações mais prioritárias “como a criação da guarda municipal, por exemplo”, expôs. A prefeitura, por sua vez, justificou que as câmeras inibem a ação de criminosos e de vândalos, além de facilitar o atendimento a vítimas de acidentes e emergências médicas, na parceria entre o sistema público de saúde e a Polícia Militar. Para o comandante da 1ª Companhia de Itapetininga, Osiris Forte Junior, o sistema auxiliaria “no aspecto preventivo de segurança”, com o monitoramento dentro do quartel.
O assunto, que desde então, caiu no esquecimento, volta à tona com a declaração do Coronel Eclair.


















