O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, revisitando reportagens e fatos que fizeram história há 20 anos. Nesta edição, republicamos a matéria de outubro de 2005: “Presidente do Comdema quer consórcio para o rio Itapetininga”, quando, durante um ato solene na Câmara pelo Dia do Rio Itapetininga, o presidente do Comdema sugeriu a criação de um consórcio de municípios para a preservação do rio.
Presidente do Comdema quer consórcio para o rio Itapetininga
Orestes Carossi Filho
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) realizou dia 20, quinta-feira, à tarde, na Câmara um ato solene pelo Dia do Rio Itapetininga. Subiram à tribuna o radialista Carlos José de Almeida, autor da lei que criou o dia do rio e o presidente do Comdema, Décio Hungria Lobo. A data foi criada em 5 de julho de 1.993, pelo radialista que ocupava uma cadeira de vereador na cidade.
No sábado, dia 22, os ambientalistas irão descer o rio Itapetininga da Ponte do Carvão até a Ponte Velha. O trecho será vistoriado pelos integrantes do Comdema que pretendem chamar a atenção sobre a importância da preservação e sua revitalização. Décio Lobo Hungria lançou a ideia de um consórcio de municípios exclusivo para a preservação do rio.
Os munícipios envolvidos seriam Pilar do Sul, Sarapuí, Itapetininga, Alambari, Angatuba e Campina do Monte Alegre, “O rio Itapetininga é uma causa de engenharia de governo”, analisa. Hungria avalia que viriam mais recursos para cuidar do rio para combater o assoreamento, o uso do agrotóxico e recompor a mata ciliar. Outro problema é referente ao consumo de água. De acordo com dados do presidente do Comdema, 70% da água retirada do rio é voltada para irrigação.
Carlos José enfatizou que o rio Itapetininga é um dos menos poluídos do Estado de São Paulo, mas devem ser tomadas medidas preventivas para que o rio não receba substâncias tóxicas. O radialista destacou o papel positivo da imprensa que publica notícias que alertam sobre a condição do rio. Ele destacou que é necessário revigorar a data todos os anos para que não seja esquecida uma das principais fontes de vida.
Para o integrante do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema), Alberto Carvalho, há a esperança de que serão tomadas medidas para que as cidades cuidem dos rios. Uma ideia apontada por Carvalho seria que somente seriam liberados recursos estadual e federal, caso os municípios tenham programas em funcionamento para a reciclagem de lixo, tratamento de esgoto, reflorestamento de mata ciliar, controle da qualidade do ar e dos agrotóxicos. “Suas águas já n]ao são mais limpas”. Ele lembrou na reportagem publicada pelo Jornal que em época de chuvas acontece o escorrimento de agrotóxicos das lavouras para dentro do rio. “A população ainda não se deu contas da gravidade do problema, ainda não acordou, infelizmente”, explica.
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