Após a desativação do curso de Direito das Faculdades Integradas de Itapetininga (FKB) pelo Ministério da Educação (MEC), alunos reclamam de problemas no processo de transferência, falta de informações oficiais, cobranças consideradas indevidas e demora na liberação de documentos e reembolsos. Segundo os estudantes, a instituição não apresentou prazos nem orientações claras após a decisão do MEC, o que tem gerado transtornos e preocupação entre os alunos.
Um aluno, que preferiu não se identificar, afirmou ao Correio que muitos estudantes não conseguem concluir o processo de transferência para outras faculdades porque a documentação necessária ainda não foi assinada pela direção. “Só falam que apenas o diretor pode assinar os documentos, mas não dão prazo. Enquanto isso, as aulas em outras instituições já começaram”, relatou.
A decisão do MEC foi publicada em setembro do ano passado, período em que as aulas ainda estavam em andamento, mas, segundo os estudantes, não houve comunicado formal da instituição. “Quando questionamos, a orientação foi para fazer a rematrícula normalmente. Só fomos descobrir o que estava acontecendo semanas antes do início das aulas, por meio de outros alunos”, afirmou um dos alunos.
Reclamações em grupo de WhatsApp
O Correio teve acesso a uma série de mensagens de um grupo de WhatsApp formado por alunos do curso de Direito, onde são relatadas reclamações diversas. Nas conversas, os estudantes mencionam cobranças indevidas, demora ou ausência de respostas sobre reembolsos, além de informações desencontradas repassadas por funcionários da faculdade.
Em uma das mensagens, um aluno afirma: “Para cobrar os alunos, a faculdade sempre foi pontual. Agora, para devolver o dinheiro que foi pago, não existe data”. Outro estudante escreveu que se sente “silenciado” pela instituição e questiona o discurso de transparência apresentado nas notas oficiais divulgadas pela FKB.
Também há relatos de alunos que receberam ligações da instituição perguntando sobre interesse em retornar ao curso, mesmo após a publicação da portaria do MEC. “Ninguém quer voltar para uma faculdade que tem o curso desativado”, diz uma das mensagens compartilhadas no grupo.
Além da transferência, alunos afirmam que aguardam definição sobre o reembolso de rematrículas e semestres pagos antecipadamente, sem previsão clara de quando ou como os valores serão devolvidos. “Financeiro joga para a direção, a direção joga para o financeiro. E os alunos seguem sem resposta”, relatou outro estudante.
Confira abaixo trechos das reclamações enviadas pelos alunos em mensagens trocadas no grupo


O Correio entrou em contato com a FKB para solicitar esclarecimentos sobre as reclamações dos estudantes, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
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