O Jornal Correio resgata momentos marcantes de Itapetininga, revisitando reportagens e fatos que fizeram história há 20 anos. Nesta semana, republicamos a matéria de 2006: “Prefeitura estuda área para aterro sanitário”.
Bianca Proença
Uma nova área de 120 hectares, no bairro Ponte Alta, foi declarada de utilidade pública pela Prefeitura para fins de desapropriação. Desses, cerca de 20 hectares (200 mil m2) é destinada à instalação do aterro sanitário no município. O terreno passa por estudos para saber se há condições de abrigar o aterro. A comissão de meio ambiente da Câmara é contrária ao local. A prefeitura já apresentou a área à Cetesb – Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental.
De acordo com o presidente da comissão, o vereador Rafael Martins, a área fica aproximadamente a 1 km do rio Itapetininga e 500 m do rio Ponte Alta. Ele considera que o local seja mais apropriado à criação de um parque industrial. “E uma área valorizada, onde se situa a zona industrial da cidade, com toda infraestrutura para a vinda de novas empresas”, expôs. Ele disse ainda que há outras duas opções de áreas que pertencem ao Governo do Estado e não teriam custo para o município, uma delas próximo ao presídio.
De acordo com o vereador Geraldo Macedo, das cinco áreas apresentadas pela Prefeitura à Cetesb, há realmente áreas do Estado. No entanto, a área em questão foi declarada de utilidade pública para poder passar por estudos. Será realizada uma análise de impermeabilidade do solo. A área, próxima da Estação de tratamento de Esgoto da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – possibilita o barateamento do tratamento de chorume (resíduo do lixo), justificou o vereador.
A Cetesb elaborou um termo de compromisso para a criação do aterro sanitário. Se firmado acordo, a prefeitura terá, a partir da data da assinatura, prazo de noventa dias para dar entrada no licenciamento de uma nova área, sob risco de mais penalidades. Caso a sondagem de solo comprove inadequação do novo terreno, um outro espaço deve ser indicado. Mas segundo a Cetesb, numa avaliação superficial, a área é inicialmente adequada.
Há oito anos, o lixo produzido na cidade é depositado no lixão do bairro Capão Alto, sem licença ambiental para funcionamento. Entre 1998 e 2005, a prefeitura foi multada, num valor total de R$ 432,662 mil. Desde então, o problema apenas vem se agravando. No final de maio deste ano, suposto lixo hospitalar foi depositado no local. Moradores próximos encontraram um saco plástico com fetos e partes de corpos humanos. A Cetesb fez uma vistoria em junho. De acordo com o técnico ambiental, Francisco Xavier, o lixão já é irregular em dispor lixo doméstico, “hospitalar é pior ainda”, disse.
















