Pais e responsáveis da EMEIF Professora Zilá de Freitas Marão, no Jardim Mesquita, iniciaram uma mobilização pública após serem informados de que as turmas poderão ser distribuídas em outras escolas da rede municipal a partir de 2026, devido a condenação do prédio pela Defesa Civil. Segundo relatos dos responsáveis, a Secretaria Municipal de Educação teria comunicado que não irá alugar um novo imóvel para abrigar a unidade por falta de verba. A proposta apresentada, de acordo com os pais, é espalhar as turmas em diferentes escolas do município.
A comunidade escolar, porém, rejeita essa alternativa e defende que todas as turmas e funcionários sejam realocados juntos para um único espaço provisório para abrigar a unidade.
Atualmente, a escola atende cerca de 160 estudantes, sendo aproximadamente 40 com laudo e necessidade de acompanhamento especializado, segundo pais e responsáveis. A unidade é a única de Ensino Fundamental da região e recebe alunos oriundos de pelo menos três escolas de Educação Infantil do entorno. De acordo com o conselho escolar, a divisão das turmas entre diferentes unidades pode gerar prejuízos pedagógicos, ruptura de vínculos, desorganização na rotina das famílias e dificuldade no acompanhamento adequado das crianças.

Prédio foi condenado
Segundo pais ouvidos pelo Correio, trincas surgiram nos últimos meses em diversas áreas da escola, motivando avaliações técnicas. De acordo com os relatos, a Defesa Civil e equipes de engenharia da Prefeitura acompanharam o caso e o prédio foi oficialmente condenado, sendo considerado inadequado para uso.
Famílias afirmam que, em reuniões, a Secretaria de Educação informou que não há recursos para alugar um prédio que comporte toda a escola. A solução apresentada, segundo os responsáveis, seria a distribuição das turmas em outras unidades da cidade.
Mobilização
Nas redes sociais, responsáveis têm pedido que a Prefeitura alugue um prédio próximo para manter a escola funcionando provisoriamente durante a elaboração de uma solução definitiva. Uma publicação amplamente compartilhada afirma:
“Nossos filhos não podem pagar o preço pela má administração dos recursos. A distribuição das classes em outras escolas não é uma opção. Pedimos coerência e que nossas crianças não sejam tratadas como números.”
Outro texto divulgado por responsáveis reforça: “Não ao fechamento da EMEIF Zilá! A escola é essencial para o bairro. A comunidade pede transparência, respeito e soluções reais — não o apagamento silencioso da escola.”
Câmara pede providências
Na última segunda-feira, dia 1°, a Comissão de Educação da Câmara protocolou um requerimento solicitando que a Prefeitura alugue, em caráter de urgência, um imóvel adequado para receber toda a estrutura da EMEIF Zilá.
O documento destaca os riscos de dispersar os alunos por diferentes escolas e pede transparência sobre as etapas, critérios e prazos do processo.
Durante a sessão, a vereadora Denise Franci (Solidariedade), que faz parte da Comissão, afirmou que a unidade é uma escola pequena, mas que atende 160 crianças. “Dessas, 40 são laudadas com diferentes diagnósticos. É uma escola muito procurada por mães atípicas, porque ali a equipe consegue ver de perto o que as crianças precisam. Os pais me pediram, e pediram à Comissão de Educação, um novo espaço. Eles querem a continuidade desse trabalho, e para isso precisam garantir esse espaço.”
Pais e responsáveis acompanharam a sessão e exibiram cartazes pedindo que a unidade não seja dividida entre outras escolas.

O que a Prefeitura diz
Em nota enviada ao Correio, a Prefeitura informou, por meio da Secretaria de Educação, que reparos emergenciais já foram realizados na unidade. “O Setor de Engenharia da Secretaria de Educação realiza semanalmente o acompanhamento técnico da estrutura do prédio, sem comprometimento da segurança dos alunos”, disse.
Segundo a Prefeitura, a escola será realocada para outro imóvel. A administração municipal, no entanto, não informou qual é o imóvel para onde a escola será transferida, nem se ele será alugado, comprado ou construído.
A Prefeitura também não esclareceu sobre a situação dos funcionários, processos de adequação ou capacidade do novo espaço.
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