“A ideia é resgatar a relação das pessoas por meio de uma ambientação que une artesanato e paisagismo.” A frase é do paisagista de Itapetininga, Paulo Soares Hungria Sobrinho, que destaca combinar estilos retrô entre plantas, móveis rústicos e reciclagem para transformar os espaços “frios” das residências e empresas em ambientes agradáveis para o convívio social.
Na casa de pouca mais de 50m2, transformada em comércio, a parede de cor amarela e o pergolado rústico chamam a atenção de quem passa pelo local. A janela de madeira pintada de vermelho contrasta positivamente com o verde das plantas e atrai olhares curiosos. Os vasos de barro e as caixas de feiras pintadas juntos com os artesanatos completam a fachada do imóvel.
Para por em prática o projeto de resgate de convivência, o paisagista aposta na ambientação do seu comércio como um molde. A proposta deu certo e o local devido ao aconchego, além de atrair clientes se torna um ponto encontro. “Amigos também costumam parar no local para um bate papo e relaxar depois de um dia de trabalho”, conta Paulo Soares.
Dentro da proposta comercial, o empresário que transformou a floricultura em um espaço multiuso, além da decoração visual, ele acrescenta a sensibilidade como um dos fatores a revigorar ambientes. “Por exemplo, utilizar plantas que exalem cheiros agradáveis é uma alternativa para se melhorar espaços de convivência”, explica.
“Aqui as pessoas além de comprarem flores, podem adquirir água de côco e hortaliças. Todo esse conjunto atrai um público diversificado, seja para consumir ou fazer uma visita”, ressalta. A ideia do empresário é resgatar nas pessoas, a relação com as plantas. “Quem não ouviu histórias de senhoras que conversam com as azaleias e elas desenvolviam? Hoje, infelizmente, grande parte das pessoas preferem plantas que não necessitam de um maior tempo no manejo, mas que ressaltam uma tímida alegria.”
Ambientes
A decoração de interior, quintal e jardim pode ser feitos tanto em espaço grandes como em ambientes menores. O paisagista avalia que os arranjos realizados atualmente nas casas e comércios deixam de lado composições que tragam vibrações aos moradores, visitantes ou clientes. Para queda da monotonia pode ser feita a valorização de artesanato e plantas.
Em pontos de convívio comum, sua proposta quebra os arranjos estáticos em sala, cozinha e quintal. “Opções como transformá-los em áreas gourmet são válidas e não é preciso mudar composições sofisticadas ou clássicas, basta trazer o verde. Sem plantas, os locais tendem a ficar sem vida”, o que afasta pessoas, afirma.
No quintal, ele mistura a arte do paisagismo com árvores frutíferas de fácil manejo e que possam ser plantadas em vasos. Assim, as partes externas se tornam um espaço de convívio. Outra ideia interessante é a instalação de hortas urbanas. “Isso faz com as pessoas convivam nessa área cada vez menos frequentada, principalmente nas residências”, orienta o paisagista.















