Com o sol ardente dos últimos dias, os donos dos imóveis buscam soluções para amenizar o calor interno dos ambientes. Afinal, o clima árido parece reduzir a paciência e tornar a vida sufocante e desanimadora. Quanto menor o espaço, pior será a sensação. Por isso, o Jornal Correio consultou duas arquitetas para orientar na busca de melhor conforto térmico. Antes de comprar um ar-condicionado, algumas dicas podem ajudar a proteger o imóvel contra os raios solares.
Para a arquiteta de Itapetininga Adriana Ayres, uma das medidas é a abertura de janelas para aproveitamento da ventilação natural. Ela explica que os ambientes devem ter mais de uma abertura, mas instaladas em posições opostas. Com uma ventilação cruzada, a casa terá maior circulação de ar que deixará a temperatura mais amena.
Adriana explica que quanto maior a presença do verde, dentro e fora da casa, mais fácil será enfrentar os períodos de dias quentes. Dentro do imóvel pode se optar por jardins internos. A escolha de plantas trará frescor ao ambiente. “A vegetação renova o ambiente, refresca a casa porque, praticamente, transpira água.”
Fora da casa, o paisagismo deve ser posicionado de forma a garantir maior sombreamento. O porte da espécie deve ser planejado para as estações do verão como do inverno. Para evitar que durante as baixas temperaturas os moradores sofram com o frio. As trepadeiras, como trapoeraba, heras, lágrima de cristo e alamanda ajudam na criação de sombras confortantes e tornam o espaço mais bonito.
Os revestimentos como pedras e pisos cerâmicos facilitam a equilibrar a temperatura em dias quentes. Vale também usar cores claras nas paredes que recebem maior incidência de sol, sobretudo nas faces norte e oeste. Os tons escuros em paredes externas retém o calor do sol que será transferido para o interior da casa. Esse efeito também se repete no telhado, que está mais exposto à radiação solar. “Por isso, telhas cerâmicas ou telhas brancas reduz o aquecimento de uma construção”, afirma.
A arquiteta Jéssica Briganti reforça que o planejamento do conforto térmico deve começar desde o projeto. Por isso, a posição de quartos e sala em relação ao sol devem ser avaliadas para que não favorecesse ainda mais o desequilíbrio climático. “Tem que pensar a obra desde o começo”, enfatiza.
Na escolha de telhas, a cerâmica é a melhor opção em conforto térmico, afirma a arquiteta. As telhas de cimento estão na moda, mas aquecem os ambientes. Para amenizar o calor, o morador pode optar pelo telhado verde. Pode ser aplicado em lajes com pouca inclinação, explica Jéssica. O local deve ser impermeabilizado. “Funciona bem com argila”, diz.
Depois são instalados módulos com a vegetação, geralmente grama ou espécie rasteiras. De acordo com técnicos, o telhado verde é ótimo isolante térmico, pois reduz em até 70% o calor, conforme o tipo de edificação. A estrutura da cobertura deve ser avaliada para suportar o peso da vegetação e da terra nos dias de chuva, saturada de água.
O uso de brise, uma espécie de quebra-sol, é uma barreira para impedir que a radiação sol invada os espaços internos. Os berais, tradicional na arquitetura brasileira, ajudam no sombreamento.
A varanda se torna uma necessidade cada vez mais forte. “O espelho d´água de 1m² também ajuda bastante”, salienta. Ela alerta que quem opta pelo uso de vidro na fachada pode se arrepender. Se colocado na face que possui maior incidência de sol, o morador do imóvel terá que colocar uma persiana para suportar o verão. “Os proprietários pedem vidro na fase de projeto, mas depois se esquecem do calor interno que terá dentro do ambiente. Muitos se arrependem”, conclui.
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