Uma fiscalização do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) na Escola Municipal Profª Jandyra Vieira Marcondes, em Itapetininga, no último dia 29, identificou alimentos da merenda armazenados junto a substâncias químicas, forno danificado e certificado de desinsetização e desratização vencido há cerca de sete meses.
Confira as imagens logo abaixo:
O TCE-SP não informou quais medidas ou sanções foram aplicadas em relação às irregularidades encontradas na escola. Os relatórios individuais por cidade e unidade escolar ainda estão sendo finalizados e devem ser divulgados nos próximos dias.
Em nota, a Prefeitura de Itapetininga através da Secretaria de Educação, informou que o procedimento de controle de pragas estava programado antes da visita do TCE, e que será realizado no dia 18 de outubro, bem como a renovação do respectivo certificado.
“Com relação ao forno, será realizada a reposição do equipamento o mais breve possível. Quanto ao armazenamento de alimentos, a Secretaria realizou vistoria no local e orientou as equipes de cozinha sobre as normas de segurança e de boas práticas de conservação. Produtos de limpeza que estavam armazenados de forma inadequada foram prontamente removidos e colocados em local apropriado”, esclareceu a pasta.
A Prefeitura também disse que todas as unidades escolares estão sendo vistoriadas, monitoradas e orientadas, a fim de garantir o cumprimento integral das normas estabelecidas pelos órgãos de controle e vigilância.
A ação do Tribunal, ocorreu em 371 unidades de ensino de 265 municípios paulistas, incluindo uma de Itapetininga, abrangendo 56% das cidades do Estado, e teve como objetivo verificar as condições de preparo, armazenamento e distribuição da merenda escolar. A operação envolveu 382 auditores e contou com o apoio de nutricionistas do Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (CRN-3).
De acordo com o relatório geral divulgado pelo Tribunal, foram constatadas diversas irregularidades relacionadas à higiene, armazenamento e estrutura.
Entre os principais problemas, 77,8% das escolas não possuíam certificado de potabilidade da água, 34,6% não realizavam controle adequado de temperatura de alimentos refrigerados e 28,1% mantinham produtos em contato com o piso ou paredes.
Outras falhas incluíram equipamentos quebrados em 31% das escolas, merendeiras sem uniforme completo em 24% e alimentos vencidos em 5,4% das unidades vistoriadas.
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