Os pequenos empresários devem dar sete passos se querem colocar seus produtos no exterior. Pode ser um caminho viável para buscar novos consumidores e receber em dólar ou euro. Especialmente em um momento de recessão econômica, pode ser uma forma de ficar menos dependente do mercado interno.
Para isso, os técnicos do Sebrae ensinam o caminho. Além da Europa e Estados Unidos, a principal dica é também fortalecer algum tipo de laço com os países latinos, que tem boa recepção aos produtos brasileiros.
Em 2015, as micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo exportaram mais de US$ 635 milhões, um pequeno crescimento em relação a 2014, quando esse montante foi de R$ 629 milhões. Portanto, mesmo com um cenário desfavorável, as vendas permaneceram e registral uma pequena alta.
“Para atender às exigências do mercado externo é preciso investir tempo – do empreendedor e da equipe – nesse assunto e focar em mercados específicos. Abrir muito o raio de atuação tende a potencializar o volume de normas a serem atendidas”, afirma o consultor do Sebrae-SP Gustavo Carrer, especialista em comércio exterior.
Para ele, o empreendedor que pensa em exportar pode começar olhando para os mercados vizinhos antes de dar um passo maior. “Começar devagar e em mercados mais fáceis de atuação, como na América do Sul, facilita a diminuição dos ‘medos’ que o comércio exterior pode causar nas pequenas empresas”, diz Carrer.
De acordo com o consultor, o planejamento para a empresa que pretende exportar deve levar em conta que não é possível depender de um mercado específico. “Uma empresa que consegue ter parte do seu faturamento no mercado interno, parte em um mercado de compras públicas e o restante no mercado externo reduz de forma exponencial as chances de fracasso e se torna muito mais competitiva”, explica.
Passo 1
Realizar o Autodiagnóstico de Internacionalização do Sebrae para dar base ao plano de negócios internacionais.
Passo 2
Fazer um Plano de Negócios com foco no mercado internacional, utilizando ferramentas oferecidas pelo Sebrae-SP.
Passo 3
Caso o produto ou serviço tenha potencial de internacionalização, é o momento de buscar a adaptação burocrática da empresa, com o sistema da Receita Federal, captação de parceiros, despachante aduaneiro, comercial exportadora, Operador Logístico Internacional. Procure a consultoria pelo telefone 0800-570-0800.
Passo 4
Definição de política de preços para exportação, com estabelecimento de preços para diferentes mercados, com Quantidade Mínima de Compra (M.Q.O.), lista com termos de comércio internacional. Consulte www.aprendendoaexportar.gov.br
Passo 5
Negociação com o banco comercial de preferência sobre ferramentas de recebimento internacional.
Passo 6
Usos de ferramenta online. Uma forma fácil e rápida para testar preço, qualidade a e aceitação do produto no exterior, como Alibaba.com, B2Brazil.com ou Ebay.com.
Passo 7
Participação feiras internacionais, projetos compradores e rodadas de negócio no Brasil e no exterior, promovidas por entidades como ApexBrasil, Fiesp/ Ciesp, Investe-SP, Fundação Vanzolini e associações de classe.














