Um jovem de 22 anos denunciou ter sido agredido por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) em Itapetininga. Segundo sua mãe, Maria Eujania, ele ficou internado por cinco dias e perdeu a visão de um dos olhos, além de apresentar fraturas no rosto e diversos hematomas pelo corpo em decorrência das agressões. O caso foi registrado como lesão corporal e possível abuso de autoridade e é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a abordagem teria ocorrido por volta das 2h do dia 29 de março, na Rua Coronel Afonso, na região central da cidade. A vítima, Vinicius, relatou que foi abordado por guardas municipais e, por motivos não esclarecidos, teria sido agredido e colocado em uma viatura.
Segundo o registro policial, o jovem afirmou que foi levado a um local desconhecido, descrito como uma área de mata, onde teria sofrido novas agressões, principalmente na região da cabeça. Ainda conforme o relato, ele não se recorda de como chegou ao hospital.
A mãe de Vinicius diz que imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que seu filho é colocado em uma viatura da GCM. “Eles [a Polícia] falaram para mim que pegaram já a câmera e que a câmera mostra o GCM pegando ele, colocando dentro do carro”, relata.
Ainda de acordo com a mãe, o jovem teria sido levado pelos agentes a uma área afastada, onde teria sido agredido e posteriormente abandonado desacordado. Ela afirma que ele foi localizado em uma região de mata, perto do bairro da Chapadinha, por uma equipe da Polícia Militar, que o socorreu e o encaminhou ao pronto-socorro.
Após o atendimento inicial, o jovem permaneceu internado por cinco dias. Segundo a família, ele segue em recuperação aguardando avaliação oftalmológica especializada. “Estamos esperando o encaminhamento do médico para o BOS (Banco de Olhos de Sorocaba)”, diz Maria Eujania.
O Jornal Correio procurou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) para saber em que fase está a investigação, se há identificação dos envolvidos e se imagens de câmeras de segurança estão sendo analisada, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.
A Prefeitura de Itapetininga também foi questionada sobre a denúncia, a eventual participação de agentes da GCM na ocorrência e a abertura de procedimento interno, porém não respondeu aos questionamentos até a publicação desta reportagem.
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