Uma criança de 1 ano e 2 meses precisou ser internada no Hospital Léo Orsi Bernardes, após ingerir desinfetante, em Itapetininga. Segundo a mãe, a criança foi levada rapidamente ao pronto-socorro, mas o atendimento só aconteceu cerca de três horas após a chegada, mesmo com a classificação de urgência na triagem, segundo relatado ao portal do G1 Itapetininga.
A mãe relatou que estava limpando a casa e lavando roupas enquanto supervisionava a filha, que assistia à TV na sala. O desinfetante estava em cima de um móvel que, até então, parecia fora do alcance da menina.
De acordo com o G1, ao notar o cheiro do produto na boca da bebê, ela a levou imediatamente ao hospital. A triagem indicou caso urgente, com pulseira amarela, mas a família afirma que o atendimento demorou. Uma médica plantonista, que não era pediatra, teria minimizado a situação. Após insistência da mãe e da avó, uma pediatra foi chamada, porém, mãe e filha foram levadas de volta à recepção.
O atendimento efetivo aconteceu apenas três horas depois. Apesar do susto, a bebê não apresentava sintomas graves de intoxicação. Ela foi avaliada, mantida sob observação e depois liberada. A família registrou uma queixa na ouvidoria do hospital.
Em nota ao Correio, a Beneficência Nipo-Brasileira, responsável pela administração do hospital, disse que a criança foi atendida por um médico cerca de 40 minutos depois e que o Conselho Tutelar foi notificado para acompanhar o caso. Confira a nota abaixo:
“Informamos que a paciente K. V. V. R. deu entrada nesta unidade de saúde em 13 de maio de 2025, às 13h08, com relato de ingestão de grande quantidade de desinfetante, sendo prontamente atendida. Ao ser acolhida na
triagem, de acordo com sinais e sintomas foi classificada como “amarelo”, em conformidade com o protocolo de classificação de risco institucional, o qual preconiza atendimento urgente, embora sem risco imediato à vida e conforme registros, foi avaliada pelo médico pediatra, após 42 minutos. Após os atendimentos e as condutas médicas pertinentes, a paciente permaneceu nesta unidade sob observação clínica por um período de 3 horas,
durante o qual recebeu assistência da equipe multiprofissional, incluindo o serviço social. Submetida a nova avaliação médica, recebeu alta hospitalar às 15h50. Em observância ao protocolo institucional estabelecido, o Conselho Tutelar foi devidamente notificado para acompanhamento do caso. Diante do exposto, certificamos que a paciente recebeu toda a assistência necessária, em consonância com os preceitos da prática médica”.
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