Juliana Cirila
Em tempos de quarentena, movimentos agregadores têm unido amigos e desconhecidos
afastados pelo distanciamento social. Uma onda de boas ações se forma em um momento delicado onde o indicado é ficar em casa para evitar aglomerações e prevenir o avanço
do novo coronavírus.
Em Itapetininga alguns exemplos já se espalham pela cidade. O motorista, David
Henrique Ruivo Soares, 39 anos, se solidarizou com pessoas que vivem sozinhas e se
disponibilizou para fazer suas compras uma vez por semana. “Então ninguém de nós esperava passar por esses tempos difíceis, o maior número de mortes no mundo foi de pessoas idosas e isso me fez ter essa atitude de tentar ajudar as pessoas do grupo de risco e evitar que elas estejam nas ruas se arriscando, muitos idosos aqui de Itapetininga são sozinhos e não tem ninguém por eles.”
Já Leandro Kortz que é professor de Educação Física tem disponibilizado vídeos com
finalidade de ajudar o público acima de 60 ano. “Um sentimento pouco experimentado
e ao mesmo tempo despercebido no mundo atual é a empatia. A questão é: “Somos
melhores que os outros ou melhores para os outros?” E aí me coloquei no lugar dessas que hoje são os mais suscetíveis a adquirirem doenças, em especial neste momento”.
O professor conta que elaborou exercícios através de videoaulas. “As aulas podem contribuir para minimizar o impacto da baixa imunidade para sua saúde, que provém
de uma alimentação inadequada e a falta de exercícios físicos. Então planejei a eles,
exercícios de fácil execuções e compreensão, com intuito de movimentarem suas musculaturas, nós não tivemos contatos físicos nessa troca de conhecimento, mas tivemos a certeza de que estamos cuidando uns dos outros… Como eles me dizem: eles cuidando de mim através das orações, e eu mesmo um pouco distante, estimulando à prática de exercícios físicos.”
A fisioterapeuta e instrutora de pilates Jaine Barros inicialmente iria atender apenas
que já era paciente, mas agora abriu espaço para qualquer pessoa que precisar de ajuda. “Estou realizando consultas por telefone e atendimentos on-line, organizo meu dia a dia, estudando o caso dos pacientes e preparando o melhor atendimento que eles consigam fazer sozinhos no conforto da casa, a princípio eu pensei que não poderia desamparar meus pacientes, sendo algum deles pós operatório, eles precisam de mim.
E a partir do momento que o Conselho de Fisioterapia liberou as consultas e atendimentos on-line, resolvi dividir meu conhecimento e minha ajuda com toda a população que precisa do meu trabalho.”
Doando seu tempo e seu conhecimento muitas pessoas conseguem fazer que outras pessoas passem por esse momento difíceis de maneira mais leve possível.
















