O clima quente e abafado do verão exige atenção redobrada com a conservação dos alimentos. Segundo a nutricionista Ana Paula Rios, o aumento das temperaturas acelera a proliferação de bactérias, elevando os casos de intoxicação alimentar nesta época do ano.
A especialista explica que microorganismos encontram em ambientes quentes e úmidos as condições ideais para se multiplicarem. “Quando pensamos em alimentos que sofrem mais impacto em contaminação, podemos citar maionese, frango, frutos do mar e ovos”, destaca.
Ela ressalta que a contaminação alimentar não ocorre apenas em situações específicas, como viagens ou consumo de alimentos na praia. O principal risco, conforme Rios, está associado a práticas inadequadas de higiene, manipulação e conservação, além da procedência dos produtos consumidos.
“Pensar em contaminação, automaticamente, pensamos em férias na praia, por exemplo. Mas não devemos associar que toda a contaminação acontecerá lá. O ideal é antes do consumo de qualquer alimento, observar a higiene na manipulação de comidas e bebidas e evitar o consumo de alimentos que possam ser altamente favoráveis para serem contaminados como peixes, frutos do mar, maionese, água que não esteja em garrafas lacradas, comidas reaproveitadas e alimentos expostos a altas temperaturas”, alerta Rios.
Ana Paula indica que o armazenamento seguro de alimentos possui dois pontos fundamentais: higiene na manipulação e preparo, e temperatura adequada. Segundo ela, enquanto os produtos industrializados exercem uma tolerância maior em relação a degradação após aberto, devido à alta carga química de conservantes, os alimentos frescos in natura devem ser mantidos gelados abaixo de 10° C, e se forem carnes, abaixo de 3º C. Se forem alimentos quentes, devem ser armazenados em estufas ou recipientes que se mantenham aquecidos acima de 64° graus.
“Apesar de parecer muito específico, os vendedores por lei, devem garantir essa capacidade e podem ser punidos caso isso não aconteça”, ressalta.
“Além disso a higienização de frutas e vegetais deve ser feita com hipoclorito de sódio ou água sanitária própria para a desinfecção de alimentos. Essa informação deve ser informada no rótulo, bem como as instruções de uso”, recomenda a especialista.
Sintomas de intoxicação
A nutricionista ainda orienta que os sintomas mais comuns em casos de uma intoxicação são: náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia. Em alguns casos, também pode haver quadros de febre e muito cansaço. A virose é uma contaminação por vírus que possui sintomas semelhantes, porém mais passageiros, não sendo necessário atendimento médico – diferentemente da intoxicação.
“O tratamento para elas pode ser parecido no início: muitas hidratação e reposição de micronutrientes. Caso os sintomas se agravem, a ida ao Pronto Socorro se faz necessária”, recomenda Ana Paula.
A especialista alega que ‘o padrão ouro’ para minimizar efeitos da intoxicação e quadros virais passam pela reposição de água e alguns nutrientes, como sódio, potássio e magnésio. “Por isso, água de coco e soros de reidratação em envelopes são uma boa solução”.
Rios frisa que nenhuma conduta medicamentosa deve ser tomada em conhecimento de um profissional, pois cada caso é diferente e somente uma avaliação pode entender qual a solução mais rápida e eficiente.
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