Os acidentes de trânsito geraram um custo estimado de R$ 75,4 milhões em Itapetininga ao longo de 2025, segundo dados da plataforma Infosiga, do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). De acordo com o órgão, o valor inclui custos diretos e indiretos, como atendimentos de saúde, serviços de emergência, danos a veículos, impactos para famílias e seguradoras, entre outros prejuízos.
Do total, R$ 28,7 milhões estão relacionados a acidentes com mortes e R$ 46,7 milhões a ocorrências sem vítimas fatais. Quanto ao local, R$ 42,1 milhões correspondem a acidentes em vias urbanas e R$ 33,1 milhões a casos registrados em rodovias e estradas que cortam o município.
Cidade teve mais 1 mil acidentes
Em 2025, a cidade registrou 1.099 acidentes e 32 mortes. Entre as vítimas fatais, 27 eram homens e 5 mulheres, o que representa 84% e 16%, respectivamente.
Já neste ano, de janeiro a fevereiro, foram contabilizados 128 acidentes e cinco mortes. Ainda não há dados sobre os custos neste período.
Neste mês, uma pessoa foi gravemente ferida em um acidente no bairro Taboãozinho. A vítima foi atropelada por um veículo e sofreu traumatismo craniano e fratura no tornozelo. O motorista deixou o local sem prestar socorro. A Polícia Civil localizou o veículo suspeito em uma oficina. O caso é investigado.
Outro acidente foi registrado na Marginal dos Cavalos na última sexta-feira, dia 10, onde um veículo colidiu contra um poste, derrubou a estrutura e bloqueou o acesso à Vila Mazzei, causando congestionamento na região.
Já em janeiro deste ano, um motociclista ficou gravemente ferido após um acidente. Ele foi socorrido e encaminhado para um hospital particular em Piracicaba, passou por cirurgia e teve o pé direito amputado após rompimento de uma artéria.
Prejuízos financeiros
Além das consequências para a saúde e para o trânsito, os acidentes também geram impactos financeiros para os envolvidos.
A professora Luciana Ferreira relata que teve seu carro atingido por outro veículo em dezembro do ano passado, enquanto aguardava em um semáforo. “Eu estava parada quando outro carro bateu na traseira. Na hora, foi um impacto forte. O carro ficou danificado na parte de trás, com prejuízo na lataria e no para-choque”, diz.
Segundo ela, os prejuízos chegaram a cerca de R$ 4 mil. “Tive que pagar franquia do seguro, e fazer exames no hospital, pelo menos não tive nenhuma fratura. Também fiquei alguns dias sem o carro, o que atrapalhou minha rotina de trabalho”.
Ações de prevenção
Em nota, a Prefeitura informou que acompanha os dados de sinistros por meio do Infosiga, com o objetivo de identificar vias com maior incidência de acidentes e orientar ações como instalação de equipamentos e melhoria da sinalização.
O Executivo disse que realiza ações preventivas, como participação na campanha Maio Amarelo e na Semana Nacional do Trânsito, com atividades de conscientização, palestras e divulgação de informações.
Na área da saúde, a administração apontou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) recebe, em média, cerca de 65 chamados por mês relacionados a ocorrências no trânsito, entre atendimentos com encaminhamento ao hospital e liberações no local.
A Prefeitura não informou valores sobre os custos dos atendimentos e impactos financeiros dos acidentes no município.
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