O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) lançou na última quinta-feira, dia 9, a campanha “Isso tem nome: Feminicídio”, que trata de mortes violentas de mulheres por uma única razão – ser mulher. Com peças de certidões de óbito estilizadas, o TJSP traz nomes fictícios e tipos de mortes reais mais comuns, como estrangulamento, facadas, tiros e agressões. A campanha conta com peças e vídeos que serão divulgados nas redes sociais do TJSP e será ampliado aos agentes de justiça do estado. A ação marca os dois anos da Lei do Feminicídio (Lei 13.104/15).
A juíza integrante da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário de São Paulo (Comesp), Tereza Cabral, acredita que a Lei do Feminicídio foi um grande avanço. “Com relação aos índices ainda não sabemos se diminuíram, mas o problema passou a ser mais visível, essa foi a grande vantagem da lei, a gente começou a falar do feminicídio, fato que a gente não falava antes”.
Para a juíza, a campanha vai auxiliar no trabalho de investigação, processamento e julgamento. “O feminicídio é muito específico e se a gente não agir dentro desse conhecimento não conseguimos em última análise a responsabilização do agressor nesses casos de morte violenta de mulheres”.
Paciente com câncer terminal que se casou em hospital de Itapetininga morre 11 dias após cerimônia
Paciente com câncer terminal que se casou em hospital de Itapetininga morre 11 dias após cerimônia

















