Todos os anos, a CPFL Santa Cruz tem a missão de trabalhar no combate às fraudes e furtos de energia, os chamados “gatos”. Por uma questão de segurança da população, além de instabilidade no fornecimento de energia e perda de arrecadação de impostos importantes para manter serviços públicos no município, a empresa investe fortemente para melhorar os índices de energia fraudada em suas cidades de atuação.
Apenas em 2022, de janeiro a agosto, a CPFL Santa Cruz identificou e regularizou 49 ligações clandestinas em cinco cidades que contemplam a região de Itapetininga. O número foi 23% menor que no mesmo período de 2021, quando a empresa encontrou 64 fraudes.
Para Victor Rios Silva, gerente de Recuperação de Energia da CPFL, “o resultado é fruto de uma estratégia de longo prazo e faz parte do trabalho contínuo da empresa, com investimentos em novas tecnologias, treinamento de equipes e processo de monitoramento e análise.”
Para os projetos de blindagem, medição e regularização de clientes clandestinos, a CPFL prevê um investimento de mais de R$ 1 bilhão nos próximos cinco anos, o maior valor voltado para ações contra furtos e fraudes realizado pela concessionária.
Entre as ações da companhia para minimizar os impactos do furto de energia, está a instalação de caixas blindadas que permitem apenas o acesso de técnicos da CPFL e possuem medidores inteligentes, com o consumo lido de maneira digital, à distância. Assim, a empresa evita a reincidência da irregularidade, diminui o número de inspeções necessárias e, por consequência, de regularização.
Além das caixas blindadas, a empresa investe fortemente em inteligência artificial e sistemas com geração de alarmes para direcionamento de inspeções, o que resulta em maior assertividade do trabalho da distribuidora em seus processos de monitoramento e análise. Deste modo, a companhia consegue preventivamente identificar possíveis variações no consumo de energia que indiquem perdas comerciais. Além dos investimentos em processos, o grupo também trabalha em conjunto com os órgãos públicos e as autoridades policiais para coibir a prática de fraudes e furtos.
Entre as cidades com mais casos de fraudes, Itapetininga lidera o ranking com 41 casos, seguida por São Miguel Arcanjo (5) e Sarapuí (2).

“Gato” deixa a conta mais cara.A CPFL Santa Cruz reforça que furto de energia é crime, pode trazer riscos à segurança das pessoas e prejudica diretamente a população com instabilidade no fornecimento de energia. Além disso, a pessoa que for flagrada cometendo a irregularidade terá cobrados os valores retroativos referentes ao período em que deixou de pagar pelo fornecimento.
As irregularidades também podem deixar a conta de luz mais cara para todos os consumidores, já que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) reconhece a ação como uma “perda comercial”, e parte deste valor compõe a tarifa de energia. Outra consequência das fraudes e furtos é a piora na qualidade do serviço de distribuição de energia, uma vez que as ligações clandestinas sobrecarregam as redes elétricas.

















