Por Dea Paulino
Especial para o Correio de Itapetininga
Na última terça-feira, dia 26, o poeta Fiori Esaú Ferrari, ao receber ligações insistentes por parte do seu editor, imaginou estar em débito financeiro com a editora e, durante breves e intermináveis minutos de pensamentos descabidos, imaginou a ruína financeira pela qual seria acometido, como tantos outros poetas.
Como quase todos os seus colegas de ofício artístico, Fiori tem empregos aos quais se dedica; é educador e leciona Literatura e Língua Portuguesa. Foi por estar entre as aulas que Fiori não pôde atender aos telefonemas do editor, com quem comunicou-se posteriormente por meio de mensagens escritas.
Não era dívida, era prêmio.
Para ser mais precisa, a indicação do livro “O coração do deserto é azul”, escrito por Fiori Esaú Ferrari, como semifinalista do Prêmio Oceanos, um dos mais importantes prêmios de Literatura em Língua Portuguesa.

Escrevedor do sutil e das delicadezas, Fiori embonita melancolias e tristezas. Escreve com leveza mesmo sob o jugo de facas, cravos e sensações dilacerantes. Na poesia do Fiori, a beleza do mundo está nas aparentes obviedades, mas também nas densidades e no peso de existir.
A classificação como semifinalista do Prêmio Oceanos insere o poeta itapetiningano na lista de 25 poetas que tem nomes como o de Elisa Lucinda e Alice Sant’Anna. Na prosa, estão indicados como semifinalistas do Prêmio Oceanos nomes como Maria Esther Maciel, Mia Couto e Chico Buarque.
É merecido o reconhecimento à poesia do Fiori Esaú Ferrari que, além de publicar livros, compartilha generosamente suas criações, por meio das redes sociais.
Entre os 25 poetas, há um itapetiningano.
Existe poesia entre nós.
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