Histórias de superação, afeto e transformação vividas por mães de crianças com deficiência estão sendo retratadas em uma exposição fotográfica inédita na Câmara Municipal de Itapetininga até sexta-feira, dia 08. O projeto, idealizado pela fotógrafa Lubna Nogueira e intermediado pela vereadora Júlia Nunes (PSD), é aberto ao público das 12h até às 18h, e na quinta-feira até às 21h.
O evento busca dar visibilidade à maternidade atípica por meio de imagens e relatos reais. A programação inclui apresentação de crianças da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), além de relatos de mães participantes, que irão compartilhar como o diagnóstico dos filhos impactou suas rotinas e a dinâmica familiar. Também está prevista uma atividade conduzida pela musicoterapeuta Josi de Paula.
Conforme a fotógrafa, o projeto será itinerante, e na próxima semana estará no Itapê Shopping, mas ainda sem data confirmada.
Lubna expõe que tem sonhado há bastante tempo com esta mostra. “Eu sempre quis fazer uma exposição, porém, queria uma com o propósito de levar informações, e não apenas mostrar fotos aleatórias”.
Ela explica que a ideia surgiu durante um encontro do grupo de mães atípicas “Mamacitas”, quando teve conhecimento de uma exposição fotográfica sobre crianças cardiopatas. Naquele momento, Lubna sentiu que deveriam fazer uma das mães do próprio grupo, no entanto, os planos só foram sair do papel, de fato, após uma conversa com a Ana Queiroz, do Projeto TEA, que sugeriu que ela fizesse não somente de mães de crianças autistas, mas também de todo o tipo de maternidade atípica.
“As fotos, em si, forão rápidas. Marcamos todas as mães para dias próximos, então em cinco dias estava tudo pronto. São 20 mães-modelos no total”, detalha.
Maternidade atípica
Lubna defende que procurou representar nas fotos diversos tipos de maternidade atípica. “É um sonho concretizado, pois tenho o propósito de levar a informação de que o amor de uma mãe vai além do diagnóstico”, ressalta.
A exposição reúne histórias de mães de crianças com diferentes condições, como autismo, síndrome de Down, paralisia cerebral, cardiopatias congênitas, microcefalia, deficiências físicas, TDAH, entre outras. A proposta é evidenciar que, apesar dos desafios, a maternidade atípica é marcada por vínculos afetivos e ressignificações.
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