A ponte da rua Pedro Voss, conhecida descida do Carrito, completou três meses fechada para passagem de veículos. Comerciantes, empresários e moradores cobram agilidade da prefeitura e dizem que a obra está parada há mais de uma semana. A ponte é o principal acesso ao Recinto de Exposições Acácio de Moraes Terra, onde em abril será realizada a Exposição Agropecuária de Itapetininga (Expoagro). O governo municipal informou que, ‘se tempo for favorável’ as obras terminarão apenas um dia antes da abertura da festa, no dia 16 de abril
O morador do Jardim Fogaça, Nelson Leme dos Santos, critica a demora para a conclusão da obra e afirma que os moradores, sobretudo motoristas, têm passado por transtornos. “É incompreensível ficar todo esse tempo parado. É uma rua importante da cidade com muito fluxo de veículos é preciso saber resolver esses problemas o mais rápido possível.” critica.
O morador afirma que, com a interdição da via, o tráfego é direcionado para a rua Salvador de Oliveira Leme, a descida do Saratuya. “Está congestionando aquela rua”, reclama. Ele diz que falta vontade política para resolver o problema. “É obra para 15 dias não para meses. Mas ninguém aparece aqui para trabalhar”, critica.
O local foi fechado após uma chuva que atingiu Itapetininga no dia 5 de novembro do ano passado. Uma cratera se abriu e o local precisou ser interditado para o trânsito de veículos. Atualmente, somente pedestres podem atravessar por uma passarela provisória de madeira. Tubos de concreto já chegaram para instalação, mas os trabalhos sequer começaram, afirma moradores.
A moradora do Jardim Maricota, Ariana Suellen da Silva, afirma que há dias as obras estão paradas. “Eu sempre passo por aqui e notei que os trabalhos pararam já faz uns dias”, diz. Ela afirma que a preocupação não é só com o trânsito durante a Expoagro. “É claro que vai ficar difícil com a realização da festa, mas é uma falta de respeito com os moradores que tem que passar por aqui todo dia”, reclama.
O mototaxista João Carlos dos Santos também critica o longo tempo de interdição da rua. “Ele afirma que sempre precisa dar uma volta maior para buscar passageiros no bairro. Reclama também dos transtornos no trânsito que a interdição tem causado e cobra que as obras sejam reiniciadas. “Há tempo não se vê nada no local”, afirma.
Outro lado
Em nota, a prefeitura informou que metade da obra foi concluída em três meses. A outra metade está prevista para ser concluída em 70 dias, ou seja, no dia 16 de abril, véspera da abertura oficial da Expoagro. A prefeitura também informou que já gastou R$ 156 mil até o momento e a obra toda custará cerca de R$ 230 mil. A prefeitura também negou que as obras estejam paradas e justificou a demora. “Tendo em vista ser uma obra complexa e que houve necessidade de licitação, portanto justificável”, concluiu.
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