Desde o último dia sete de janeiro, o mundo acompanha horrorizado os ataques perpetrados por radicais contra alvos franceses, como o jornal Charlie Hebdo e um mercado de comida judaica.
Não é exagero afirmar que os ataques atingem não apenas à França, mas toda a cultura ocidental. Na verdade, este ato bárbaro e covarde é uma afronta à humanidade como um todo, independente de crença religiosa, ideologia política, raça, nível social e econômico.
Matar pessoas que não concordam com a nossa visão de mundo só gera violência e mais intolerância. Infelizmente esta é uma prática recorrente na história do homem. Mas a situação parece pior na atualidade, justamente porque vivemos em uma época onde a maioria das pessoas vive em liberdade e se esforça para construir um mundo melhor, mais tolerante e menos dividido por ideologias.
Com tanta informação que o homem tem à sua disposição hoje – e a velocidade que essa informação percorre o globo – matar por puro ódio e intolerância é uma situação que não pode ser admitida. Ainda que o jornal francês tenha sido desrespeitoso em suas críticas ou charges sobre Maomé, isso não dá direito a ninguém de sair assassinando os jornalistas e caricaturistas. Além do mais, os assassinos mataram pessoas que não tinham relação direta com o episódio da charge sobre o fundador do Islã, como um funcionário do setor de manutenção do jornal, que se encontrava na portaria do prédio no momento da invasão. Além do mais, as críticas ácidas do Charlie Hebdo não poupavam ninguém. E se havia algo a ser criticado, o jornal punha o dedo na ferida para valer! E é justamente por isso que ele ganhou o respeito de tanta gente, mas também despertou a fúria de alguns grupos.
Lamentavelmente, muitas pessoas ainda hoje se deixam seduzir por ideologias opressoras, segregacionistas, totalitárias e radicais. E o que vemos hoje é que cada dia mais as pessoas comuns se sentem encurraladas, pressionadas por todo tipo de medo, desde o medo de uma briga no trânsito até o receio de um ataque terrorista de proporções gigantescas, realizados por pessoas aparentemente comuns, mas que são capaz de atos de pura barbárie em nome de uma religião, por exemplo.
E o Brasil também precisa ter cuidado, com a Europa em estado de alerta máximo, os extremistas podem procurar alvos mais fáceis, como o nosso país. Se os terroristas queriam calar a imprensa francesa e combater a liberdade de expressão, o ataque da última semana foi um tiro pela culatra! Ao contrário do que esperavam os assassinos, o mundo se levantou e gritou um sonoro não contra os radicais, sejam eles que forem. O terror não triunfará!
(*) O autor é jornalista
Peixoto Gomide volta ao debate com revisão de nome de rua
A discussão sobre a permanência do nome do político Francisco de Assis Peixoto Gomide Júnior, mais conhecido apenas como Peixoto Gomide, em espaços públicos voltou a ganhar repercussão após a...















