O número de moradores em situação de rua aumentou em Itapetininga nos últimos meses e tem preocupado a população e assistentes sociais. O número passou de 17 para 38, mas chega a 70 com a inclusão de catadores, desempregados e necessitados que também entram na fila em busca de ajuda de entidades. A constatação foi feita pela nova equipe da Secretaria da Promoção Social na cidade. “A pasta constatou a presença de algumas pessoas desconhecidas dormindo nas ruas de Itapetininga. Uma equipe da Secretaria esteve conversando com esses moradores e soube que eram de outras cidades”, disse em nota a responsável pela a assistência social.
Segundo a secretaria, os locais onde as pessoas em situação de rua costumam ficar na cidade são: praça do cemitério São João Batista, marquise da Unimed (General Carneiro), praça Peixoto Gomide, posto de combustíveis desativado próximo ao DER, marquise do Poupatempo, proximidades da rodoviária e Casa das Sementes.
Na avenida Peixoto Gomide, a reportagem constatou um ponto onde dormem os moradores de rua, em frente a uma antiga garagem de ônibus. No local, há colchões, varal com roupas, panelas e até um fogão improvisado. Um morador que preferiu não se identificar diz que está no local há cerca de quatro meses. “Eu e mais 8 pessoas”, disse.
Ele também disse que os moradores sofrem ameaças durante todo o dia. “As pessoas não entendem por tudo que a gente passa. Somos ofendidos e tratados como lixo quase todo dia”, disse o morador. Mas ele conta que a assistência social e igrejas levam alimentos todos os dias. “Sobrevivemos à base de doações”, disse.
A secretaria explica que a dependência química de álcool e drogas, os conflitos que geram entre os familiares desses indivíduos, problemas mentais, brigas de casais, falecimento de familiares são os principais motivos que levam as pessoas a morarem nas ruas. Sobre a questão do aumento de moradores, informou que não há um diagnóstico, mas que está fazendo a análise e levantamento para que esta situação seja revertida.
A prefeitura informou que realiza um trabalho de abordagem de rua, por meio de orientações e monitoramento a este público, a fim de identificar, cadastrar e encaminhar os moradores para rede socioassistencial, com intuito de restabelecer os vínculos familiares e comunitários. Também realiza blitz noturna e encontro quinzenais com palestrantes para levar reflexão aos moradores.
Na cidade existe apenas um abrigo. O serviço existente no município é o SOS, o qual funciona como albergue e Casa de Passagem com capacidade para atender 40 pessoas, onde recebem alimentação, pernoite, cuidados de higiene e orientações técnicas. O local fica localizado à Rua Pedro Voss, 490, na Vila Aparecida.
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