O agronegócio domina a pauta de propostas dos candidatos a prefeito de Itapetininga. Para incrementar a geração de emprego, o candidato Francisco de Assis (PT) dará apoio para os empreendedores individuais, micro e pequenas empresas. Segundo ele, esses três segmentos são responsáveis pela geração de 48% das vagas de trabalho. Conta que firmou compromisso de apoio, junto ao Sebrae.
Também quer reduzir a burocracia municipal na abertura de empresas. Por outro lado, quer alavancar a economia com o incentivo à agroindústria. “Temos que aproveitar a cadeia produtiva. A matéria-prima produzida aqui é transportada e transformada nas indústrias de outras cidades.”
Vitor
Vitor Oliveira (PSOL) quer criar uma política clara de desenvolvimento da cidade. “Algo que nunca existiu. A cidade se desenvolve quase de maneira ‘natural’, sem planejamento e articulação da prefeitura”, avalia. Segundo ainda ele, Itapetininga não “insiste no agronegócio”, pois não há nenhum programa municipal de desenvolvimento da área.
“A cadeia produtiva do agronegócio abrange o Agricultor, Produção, Indústria de Transformação, Distribuição, Pesquisa e Desenvolvimento e o Turismo Rural”. Ele acrescenta que a cidade é líder na produção de alguns produtos no campo, mas não aproveita todas as outras cadeias do setor. “Então para aproveitar as potencialidades da cidade, precisamos ter parcerias com Faculdades, investir na redução de burocracia”
Para colocar essa política em prática, Vitor propõe criar dentro da prefeitura os agentes de desenvolvimento. “Eles terão a função de articular ações públicas e parcerias para a geração de empregos em Itapetininga.”
Hiram
Em sua avaliação, a economia do país irá reagir em 2017. Até o momento, ele contou que a briga política de Brasília refletiu nos municípios. Mesmo assim, ele aponta que a cidade foi a 8ª do Brasil na abertura de novas empresas, com 5 mil pequenos e médios empreendedores que surgiram na cidade.
Destaca que a Danone já firmou compromisso que começará a se instalar no próximo ano. Hoje, a Castrolanda produz 1 milhão de litros por dia. “Temos a agricultura mais forte do Estado de São Paulo.” Para atrair empresas, considera importante que a cidade tenha uma malha viária moderna e com serviços de manutenção nas vias públicas, com limpeza e pintura.
Sobre os incentivos, o candidato pondera que as leis estão mais rígidas, mas que irá estimular com doação de terrenos e imóveis para a vinda de indústrias. Além disso, ele aposta na qualificação de mão de obra. “Trouxemos este ano 10 cursos, dois de engenharia. Um de produção e outro de computação”, diz.
Simone
Para a candidata Simone Marquetto (PMDB), seu governo irá respeitar a vocação natural do município que é a área rural. Há um movimento forte na economia que é o agronegócio. A instalação de uma empresa na área faz girar as vendas no comércio e serviço da cidade. “São vendidas embalagens, contratadas empresa de transportes”, diz.
Também irá investir no turismo rural e nos contatos com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Quer agilizar o atendimento das empresas que chegarem no Paço interessados em conversar com o Executivo. Sobre as e médias grandes empresas quer incentivar a vinda, mas exigirá que os trabalhadores sejam contratados na cidade.
Arborização e nascentes são preocupações dos candidatos
Itapetininga ainda se depara com diversos problemas na área do meio ambiente. Abaixo seguem as propostas dos candidatos. Vitor Oliveira (PSOL) propõe o plantio emergencial de mudas nativas com pelo menos 1,8 metro de altura nas ruas e bairros onde o índice de áreas verdes for menor que 6m² por habitante. Já nos índices entre 6 e 12m² por habitante, Vitor avalia que serão necessárias mudas com altura de 1,2 e 1,5 metros nas ruas e bairros.
Em seu programa de governo, a criação de pequenas hortas comunitárias sairá do papel. Poderão ser implantadas em canteiros de vias públicas e em terrenos ociosos onde não haja construção e com anuência do proprietário. “Um diagnóstico ambiental será feito para contemplar o nível de arborização urbano, índices de áreas verdes por habitantes e mapeamento das espécies nativas para coleta de sementes e para a produção de mudas em um viveiro municipal.”
Chico
Na área do meio ambiente, Francisco de Assis (PT), conhecido como Chico, conta que serão ampliados os serviços de coleta seletiva. “As nascentes de Itapetininga deverão ser fiscalizadas e terão apoio para sua recuperação”, afirma. Para que a área avance, ele quer desenhar um projeto consistente que deixe um legado para a cidade.
“Não basta apenas plantar”, reclama. Ele dá como exemplo a revitalização da Rua Dr. Lobato que árvores foram vandalizadas. “A pessoa tem ódio e destrói e continuamos no cimento.” Para inibir as ações, ele espera que as câmeras para fiscalizar e deter as depredações.
Simone
A candidata do PMDB, Simone Marquetto, explicou que a primeira medida de seu governo, caso vença as eleições, na área do meio ambiente é a colocação de lixeiras nas áreas estratégicas do centro. “Coisas básicas não existem”, disse a candidata da coligação “Itapetininga em Boas Mãos”.
Também aposta na preservação de nascentes. “Os municípios que não cuidarem terão problemas no abastecimento de água”, diz. Disse que definirá um planejamento para arborizar a cidade. Também irá investir no paisagismo para deixar a cidade bonita.
Hiram
Para superar o problema de descarte de entulho e materiais eletrônicos, Hiram Junior (DEM) propõe a criação de quatro Ecopontos, um em cada região da cidade. No Parque Mato Seco, conta que pretende criar um parque para educação ambiental. A Lagoa da Chapadinha está em processo de licença ambiental para a conclusão da obra, argumenta. Novas áreas são procuradas para a instalação do futuro aterro sanitário.
No Horto Florestal, também aposta na criação de um viveiro de mudas. Nas áreas centrais e nos bairros, quer planejar a arborização. O plantio nas Marginais do Chá e Cavalos também já recompõe parte da mata ciliar que foi retirada.















