Na última semana, alunos e professores da Casa do Adolescente (CDA) 1, 2, 3 protestaram nas ruas centrais da cidade devido ao encerramento das atividades socioeducacionais das unidades. Nos prédios repesctivamente no Jardim Shangri-lá, Paulos Ayres e Distrito do Rechã ainda continuam a funcionar programas voltados à saúde de jovens – porém cursos e oficinas estão cancelados pela prefeitura que rompeu o contra com Instituição Geração que contratava os professores e escolhia as atividades.
Ex-diretora do projeto, a psicóloga Regina Soares critica o encerramento das atividades. “A Casa do Adolescente era um local interdisciplinar que atraía meninos e meninas de bairros carentes no contraturno escolar para participarem de cursos de formação de cidadania e consequentemente, para conscientização preventiva de problemas como drogadição e gravidez na adolescência. Agora esses bairros perderam a referência de entretenimento e cultural”, diz.
Para manter as oficinas de pintura, dança, artesanato, arte e reciclagem, bordado, sapateado, violão, futsal, badminton, tênis de mesa, dama e xadrez, futebol e Hip Hop, a prefeitura gastava mensalmente R$ 34.100. Os valores eram repassados pela secretaria da Promoção Social. Segundo a mesma pasta, o motivo do fim das atividades é a baixa adesão de alunos.
Regina explica que a baixa adesão ocorre devido à escolha dos cursos. “Quando se vai colocar algum trabalho nos bairros é preciso entender a peculiaridade do perfil dos adolescentes. Por exemplo, o Hip Hop é um projeto que atrai jovens para oficinas. Mas com atividades sem pensar no público alvo o projeto tem pouca adesão”, explica. Ainda conforme a psicóloga as CDAs junto já chegaram a ter 1.500 alunos.
Outro lado
A prefeitura diz que o Instituto Geração era responsável por administrar as oficinas. “Houve um levantamento realizado pelo Ministério Público (MP) onde se apurou a falta de adesão dos adolescentes. Havia um número elevado de inscritos, sem frequência, com escasso número de inscritos e ainda assim, sem frequência”, diz a nota enviada pela secretaria de Promoção Social.
Os programas de saúde do adolescente como serviços ambulatoriais, controle de obesidade, atenção a adolescentes gestantes, tratamento e prevenção de drogas continuarão a serem desenvolvidos normalmente nas Casas, informa a prefeitura.
A Secretária de Promoção de Itapetininga há dois anos sofre com cortes no orçamento. Após ter R$ 12,1 milhões, em 2013 – o repasse caiu para R$ 10,14 milhões na ano seguinte. Em 2015 a pasta terá em caixa R$ 10,74 milhões em caixa, porém, com redução de ofertas de serviços sociais.















