Mesmo com índice menos grave que nos anos anteriores, Itapetininga voltou a fechar um ano com números negativos na geração de emprego. Ao todo, em 2017, o município teve um saldo de -338 vagas. É o quarto ano consecutivo que a cidade registra mais demissões do que contratações.
Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados na última semana pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Em 2016, por exemplo, o saldo foi de -406 vagas na cidade. O ano de 2015 foi o pior desde o início da crise, com saldo negativo de 1.081 vagas, e, em 2014, também negativo: 436.
A cidade chegou a ter em maio de 2017 o melhor mês desde 2014, com a criação de 910 vagas. A retomada na criação de empregos, no entanto, perdeu fôlego em setembro com saldo negativo de 273 vagas.
Desde setembro do ano passado, a cidade registra mais demissões do que contratações. Mas os números de demissões aumentaram em novembro e dezembro, curiosamente após a implantação da Reforma Trabalhista. Em novembro foram 427 desligamentos a mais que admissões e em dezembro o saldo negativo chegou a – 625 vagas.
O desempenho no ano passado foi influenciado principalmente pelas demissões da indústria e comércio. Ficaram no azul, por outro lado, a construção civil (+41) e o setor de serviços de utilidade pública (+8).
Sorocaba e região
Sorocaba perdeu 364 postos de trabalho com carteira assinada em 2017. Tatuí teve saldo negativo de -389 vagas. Capão Bonito abriu 177 vagas. Já Itapeva teve saldo positivo de 66 vagas.
Brasil
O mercado de trabalho brasileiro fechou 2017 com mais demissões que contratações. De acordo com o Caged, o saldo foi negativo em 20,8 mil vagas no ano — número menor que o de 2016, que fechou o ano com 1,3 milhão empregos formais a menos. Só em dezembro, foram perdidos 328,5 mil postos, uma queda menor que a observada no mesmo mês de 2016 (-462,3 mil vagas). Em novembro, o saldo também foi negativo, em 9,7 mil vagas, por motivos sazonais.
Nova legislação
Em dezembro, houve 2.851 novas contratações e 277 demissões de trabalho intermitente (sem jornada definida e com pagamento de acordo com as horas efetivamente trabalhadas), que se somaram aos resultados do mês. A modalidade passou a fazer parte da legislação em 11 de novembro, quando a reforma trabalhista entrou em vigor. O setor que mais adotou esse tipo de contrato foi o de comércio (1.353).
O ministério divulgou um perfil dos intermitentes registrados. 67,2% das vagas geradas nessa modalidade em dezembro foram para o cargo de assistentes de vendas e 57% foram ocupadas por mulheres. Do total, 64% dos intermitentes têm até 29 anos e 84% têm até o segundo grau completo.
A reforma também trouxe a possibilidade de demissão por acordo entre o patrão e o empregado. Desde 11 de novembro, essa modalidade foi adotada em 6.696 ocasiões. Em dezembro, foi a opção escolhida por 5.841 empresas e funcionários, e, em novembro, 855 optaram pela possibilidade.















