Com foco na convivência familiar e para incentivar as adoções, a Vara da Infância e Juventude de Itapetininga, com a parceria e apoio da Secretaria da Promoção Social, lançaram na última quarta-feira, dia 23, o programa “Apadrinhamento Solidário”.
A proposta dos três tipos possíveis de apadrinhamento foi apresentada aos participantes. São elas: o Afetivo, quando os padrinhos mantêm contato com o apadrinhado fora dos locais de acolhimento sem a guarda da criança ou adolescente; o Financeiro, quando há contribuição para atender as necessidades do apadrinhado sem, necessariamente, criar vínculos afetivos; e o de Serviços, quando o padrinho habitualmente realiza serviços na instituição ou fora dela, voltados às necessidades das crianças e adolescentes.
O juiz da Vara da Infância e Juventude, Alessandro Viana Vieira de Paula, destacou que para ser um “Padrinho Solidário”, em qualquer uma das modalidades, é necessário que o interessado tenha a idade mínima de 18 anos, e que preencha uma ficha cadastral fornecida pelo CREAS – Centro de Referência Especializado em Assistência Social ou das Instituições de Acolhimento.
“Apadrinhamento Afetivo é diferente de adoção, quando há vínculo familiar. Uma pessoa pode ser padrinho mais de uma vez. É um ato de amor e solidariedade”, enfatizou o juiz Alessandro Viana Vieira de Paula.
Atualmente, há 51 crianças e adolescentes em quatro abrigos de Itapetininga. “Contamos com a colaboração da população que pode contribuir com um gesto de amor ao próximo”, concluiu a Secretária da Promoção Social, Soraya Giriboni.
História de sucesso
Um ano e meio atrás uma menina de quase três anos entrou na vida do casal Patricia Aparecida Borba Aguiar Pavão, Coordenadora Pedagógica, e Robson da Silva Pavão, Gerente Financeiro. “O processo de decisão da adoção ocorreu de um desejo que sempre tive em adotar. Quando conversei com meu esposo sobre o assunto, vi que ele também tinha esse desejo”, conta Patricia. O casal foi convidado por amigos para participar de uma reunião no GAADI (Grupo de Apoio A Adoção de Itapetininga) onde foi possível conversar com casais que já tinham adotado e casais que aguardavam a adoção. Então, Patricia e Robson foram ao Fórum e deram início aos trâmites para o cadastro de adoção.
“Sabíamos que a adoção poderia demorar um pouco, mas no começo ficamos muito ansiosos. O que ajudou foi participar dessas reuniões e ouvir relatos de outros casais. Tudo tem o seu tempo e como uma amiga minha disse: ‘a adoção está escrita lá no céu’. O nosso tempo foi uma espera de quase seis anos”, explica Patricia.
Durante o tempo de espera Patricia engravidou e um pouco antes de completar oito meses de gestação o casal recebeu uma ligação do Fórum. “Quando chegamos, ficamos sabendo que o nosso tempo tinha chegado. Deus tinha preparado uma menina para compor a nossa família”, comenta a mãe. Então o casal foi conhecer a filha, Patricia conta que o primeiro encontro foi difícil, mas eles passaram a visitar a menina todos os dias e foram conquistados pela criança.
Poucas semanas depois a menina já estava morando com os pais que consideram que a adaptação não foi fácil para todos. “No nosso caso, um mês depois chegou meu menino. Nosso relacionamento se fortaleceu muito rápido. No dia em que a conhecemos já sentimos que ela era nossa filha. Ela também foi muito recíproca e fomos muito bem aceitos por ela. Os familiares também foram rapidamente adotados por ela”, explica Patricia.
“A adoção deve sempre ser primeiramente gerada entre o casal que pretende adotar. Depois ela deve ser sentida, pois é no coração que nasce o amor entre casal e filho. Isso ocorre também no caso de filhos biológicos. Os pais também precisam adota-los, pois uma família é constituída quando existe o amor e laços sanguíneos não garantem isso”, conclui.















