Itapetininga é a 6ª cidade no ranking dos municípios paulistas com maior número de pacientes na fila de espera por cirurgias eletivas do Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados são do Conselho Federal de Medicina (CFM) que aponta que na cidade 3.863 pessoas aguardam pelo procedimento cirúrgico. A cidade está atrás apenas de São Paulo, Franca, Araçatuba, São José do Rio Preto e São José dos Campos.
As cirurgias eletivas não são de urgência ou emergência, mas aquelas em que se consegue escolher a melhor data para se realizar o procedimento cirúrgico. Geralmente ela é realizada após diversos exames, que são feitos para obter as melhores condições de saúde do paciente.
A demora na realização de cirurgias pode levar ao agravamento do quadro de saúde do paciente, piorando o prognóstico e aumentando os custos para o próprio sistema. Cirurgias de catarata, hérnia, vesícula e varizes estão entre as mais demandadas pela população que depende da rede pública.
O estado de São Paulo é o 2º com a maior fila dentre os que enviaram os dados. Em todo o estado são 143.547 pessoas. Já Minas Gerais, há 434.598 pacientes na fila. No país, a fila de espera para cirurgias eletivas chegou a aproximadamente 904 mil procedimentos neste ano. O resultado da soma das informações repassadas por Secretarias de Saúde de 16 estados e 10 capitais, onde, respectivamente, constam pedidos de 801 mil e 103 mil procedimentos cirúrgicos.
‘“Pela primeira vez o Conselho Federal de Medicina se aproxima do tamanho real da fila por cirurgias no SUS. Ainda que parciais, os números impressionam, já que os estados que prestaram informações representam metade de todo o volume cirurgias efetivamente realizadas na rede pública em 2016”, explica o presidente da autarquia, Carlos Vital. Só no ano passado, 1.652.260 cirurgias eletivas foram realizadas no SUS. Segundo ele, vários são os argumentos para tentar justificar o volume de pacientes à espera de uma cirurgia e todos eles têm a mesma origem: recursos finitos para administrar uma demanda que é infinita.
Prefeitura constesta
Questionada pela reportagem sobre o assunto, a Secretaria Municipal da Saúde informou que, até o momento, não foi notificada oficialmente sobre os números levantados pelo CFM.
Também disse que, segundo último levantamento da Secretaria junto ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME), que é gerido pelo Estado e que realiza o diagnóstico e distribuição das cirurgias para o Hospital Regional de Itapetininga e demais hospitais de referência, o número de pacientes que aguardam para a realização de cirurgias é de 1412. “A Secretaria da Saúde informa que está em contato com o Conselho para averiguar qual a referência para os números informados pelo CFM”, informou.
Também afirmou que como alternativa para redução na espera, a Secretaria de Saúde aguarda a ampliação de mais 12 leitos no Hospital de Itapetininga. “Para que isso aconteça, é fundamental que os repasses do Estado sejam normalizados, uma vez que recursos próprios do município, estão sendo utilizados para cobrir as despesas do hospital”, concluiu.
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