O momento mais estratégico no combate a dengue, zika e chikungunya começa nestes meses de pré-estação chuvosa. Com a mudança climática e as chuvas, a tendência é de haver maior número de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor dessas arboviroses. A prevenção no dia a dia pode reduzir a incidência de casos neste novo ano. Nos últimos anos, a cidade tem reduzido substancialmente o número de casos.
Em 2015, foram 479 casos confirmados. Em 2016, os números de casos caíram para 34 e em 2017 foram apenas quatro casos confirmados. Também com relação à febre chikungunya, a redução foi de 100%, passando de 2 casos registrados em 2016 para 1 caso em 2017. Já com relação ao zika vírus, nenhum caso foi registrado na cidade.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Itapetininga, Rosa Bella, explica que, pelas características climáticas, o período de janeiro a maio corresponde ao ciclo reprodutor do mosquito. Como os ovos deixados pelo Aedes conseguem resistir por mais de um ano, aumentos repentinos de infestação podem acontecer após o início das chuvas, depois que esses ovos entram em contato com a água e eclodem.
Segundo a coordenadora, o mosquito precisa da água parada para colocar seus ovos, então qualquer lugar que possa acumular o mínimo de água pode virar um foco da doença. Isso inclui vasos de plantas, que às vezes ficam com água acumulada no prato, potes de água de animais domésticos, garrafas – elas devem sempre ser mantidas para baixo, assim como baldes -, e até poças de água da chuva no quintal ou na calçada. Privadas sem tampa também podem ajudar a proliferar o mosquito – é sempre preferível deixá-las com a tampa abaixada.
Os ovos do Aedes aegypti podem ficar até um ano em local seco apenas à espera de um pouco de água para que as larvas possam sair e virar mosquitos. Por isso, é preciso cuidado para não deixar a água acumular em nenhum lugar da casa. É recomendável também limpar calhas várias vezes por semana e cobrir os reservatórios de água e piscinas, a não ser que eles sejam devidamente clorados (o cloro impede a reprodução dos mosquitos).
Arrastões nos bairros
Os arrastões de conscientização e limpeza contra a dengue continuam neste ano. O objetivo é prevenir a proliferação de possíveis focos do mosquito. Na próxima semana, as equipes do Controle de Vetores realizarão um trabalho coordenado no Distrito do Rechã, com o apoio das secretarias municipais, retirando materiais considerados inservíveis que os moradores devem deixar em frente às suas residências. No Rechã, o arrastão será nos dias 13 e 14 de janeiro. Nos dias 27 e 28, será feito no Jardim Monte Santo e Chapada Grande.
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