As projeções da carne bovina para o Brasil mostram que o setor deve apresentar intenso crescimento nos próximos anos. Itapetininga deve entrar nesta onda já que possui uma extensa área de terras. Com a chegada da Cooperativa Castrolanda/Batavo, o rebanho do município deve aumentar. Com essa expansão, técnicos do setor também avaliam que a pecuária de corte também pode crescer, mas que dependerá da rentabilidade do mercado.
Itapetininga possui o 14º rebanho bovino do Estado de São Paulo. São 73.280 animais espalhados no terceiro maior município de extensão territorial paulista, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relativo a 2010. Segundo os dados do órgão oficial, em 2005, a cidade contava com 88.410 animais, mas – no entanto – figurava em 17ª colocação. Ou seja, apesar do rebanho ter reduzido, a cidade ganhou alguns lugares no ranking bovino.
O fato é explicado, conforme especialistas, pela redução do próprio tamanho do número de animais no Estado de São Paulo que caiu de 13,4 milhões para 11,1 milhões de cabeças no período. As facilidades de criação no Mato Grosso, Goiás e novas fronteiras da pecuária atraiam os produtores e novos abatedouros, o que colaborou para a diminuição do rebanho bovino paulista.
Em uma comparação a 2009, os produtores aumentaram o rebanho em 2010. Eram 72.450 e, conforme dados mais recentes, 73.480. Na região de Itapetininga, e de acordo com o IBGE, seriam 770.715 cabeças de gado, o que colocaria a região em quinta posição no rebanho. Conforme o veterinário da Coordenadoria de Defesa Agropecuária de Itapetininga, Willian Alves Correa, em 2011, o número deve ficar em 70 mil cabeças, sendo 47 mil machos e 23 mil fêmeas.
A especialista da Escola Superior de Agricultura, Luiz de Queiroz, Juliana Domingues Zucchi, aponta que “a cadeia produtiva da carne bovina integra um complexo agroindustrial que engloba atividades relacionadas aos suprimentos de insumos destinados às fazendas”. Estima-se que a produção na fazenda forneça emprego a uma pessoa para cada 1.400 arrobas produzidas por ano.
Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de 2013 até 2023 a produção de carne bovina crescerá 2% ao ano. Essas taxas correspondem ao acréscimo na produção, em dez anos, de 22,5%. Se atualmente o país produz 8,9 milhões de toneladas, até 2023 precisará chegar a 10,9 milhões.
A perspectiva da Food and Agriculture Organization (FAO), entidade das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, para 2050 é a de que a população mundial aumente em 2,3 bilhões de habitantes. Com isso, a produção de alimentos necessita avançar em torno de 70% para atender a essa crescente população. É nesse quadro que a FAO reserva ao Brasil a missão de oferecer 40% da demanda suplementar de alimentos das próximas décadas.
Senepol
Em franco crescimento no país, o Senepol atende a tais necessidades, uma vez que os animais são precoces, adaptados ao clima tropical, e produzem carne de qualidade. Os touros cobrem a pasto as fêmeas zebuínas, F1 ou Tricross, atingindo a heterose máxima. As fêmeas, rústicas, precoces, possuidoras de grande habilidade materna e donas da fertilidade singular desempenham por excelência a função de doadoras de embriões, assim como o papel de matriarcas a campo.
“O Senepol proporciona encurtamento de até um ano no ciclo de abate, possibilita o rendimento de carcaça acima de 57%, além de garantir 30% a mais de ganho de peso quando comparado ao zebu. Basicamente, com a heterose, o Senepol contribui para a melhoria e a quantidade de carne produzida”, declara o Gilmar Goudard, Presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Senepol (ABCB Senepol).















