O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) realizou na última segunda-feira em São Paulo, a abertura dos envelopes contendo as propostas de preço e documentação das empresas interessadas na execução dos quatro últimos lotes de obras para modernização da Rodovia Raposo Tavares (SP 270), agora no segmento que cruza os municípios de Itapetininga, Angatuba, Campina do Monte Alegre, Paranapanema e Itaí.
As melhores propostas recebidas representam uma redução de R$ 191,2 milhões (30,3%) sobre o valor de referência deste segmento, que era de R$ 630,7 milhões. Ao todo, sete empresas participaram da Licitação Pública Internacional. Se esse desconto for confirmado ao final do processo licitatório, o investimento do Governo do Estado nas obras da SP 270, especificamente no trecho entre Itapetininga e Itaí, será da ordem de R$ 439,5 milhões. No total, o desconto obtido em todos os lotes do empreendimento, incluindo o trecho Piraju-Ourinhos, supera os R$ 306 milhões.
Na nova etapa da licitação iniciada a partir de agora, todas as propostas de preço e documentação recebidas passarão por análise técnica do DER. O resultado final, com a homologação e adjudicação das empresas vencedoras, será convalidado pelos agentes financiadores do empreendimento: Banco Mundial (por meio do BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento e MIGA – Agência Multilateral de Garantia de Investimentos) e Banco Santander S/A. A expectativa é que este processo tenha duração de até 120 dias. O prazo para a execução das obras no trecho Itapetininga – Itaí é de 24 meses após o início dos trabalhos.
O empreendimento
Em sua totalidade, as obras na SP 270 foram divididas em oito lotes e cobrirão 204 quilômetros da rodovia, localizados entre os municípios de Itapetininga e Ourinhos. Estão previstas a duplicação de 50,4 quilômetros, implantação de 122,7 quilômetros de terceiras faixas (em ambos os lados da rodovia), recuperação de 153, 5 quilômetros de pistas simples e acostamentos, e revitalização completa da sinalização. Serão implantados 21 novos dispositivos de acesso, e outros 14 dispositivos existentes receberão melhorias e aprimoramentos. Também serão construídos 3 novas passarelas e 1 viaduto.
O valor referencial total do empreendimento está orçado em R$ 934,7 milhões, sendo R$ 630,7 milhões para o segmento Itapetininga – Itaí (com 126,4 km de extensão) e R$ 304 milhões para Piraju – Ourinhos (com 77,6 km).
O recebimento das propostas para os lotes entre Piraju, Bernardino de Campos, Ipaussu, Chavantes, Canitar e Ourinhos foi realizado no dia 31/10/2017, na sede do DER, em São Paulo. As propostas de preço e documentação recebidas das empresas interessadas na concorrência pública passam por análise da equipe de licitações do órgão estadual. O desconto obtido nesse caso foi de 38%,, uma diferença R$ 115,6 milhões em relação ao valor estimado, de R$ 304 milhões. Com isso, o investimento a ser concretizado é de R$ 188,4, milhões.
Somando-se os valores de todos os lotes, as licitações obtiveram o desconto de R$ 306,8 milhões, ou seja, o equivalente a 32,8% do total de R$ 934,7 milhões.
A expectativa é que este processo tenha duração de até 120 dias. O prazo para a execução das obras no trecho Itapetininga – Itaí é de 24 meses após o início dos trabalhos.
Duplicação
Para pressionar o governo estadual, foi criada a página no Facebook “Duplica Já – Rodovia Raposo Tavares” para que os internautas reivindiquem a duplicação de toda a pista. “A história é sempre a mesma. Vamos acreditar e aguardar que um dia sai. Realmente acreditar em quem? Enquanto isso morre gente todo dia”, desabafou Augusto Abdelnur, líder do movimento e morador da cidade de Angatuba. O movimento questiona o custo de mais R$ 930 milhões apenas para melhorias. Alguns alegam que com este valor seria possível duplicar a rodovia.
O Volume Diário Médio (VDM) da pista continua crescendo. Em 2011, eram 6.249 veículos por dia no trecho entre Angatuba e Itapetininga. Em 2012, segundo cálculo do DER, transitaram pelo local 8.637 veículos por dia. Um ano depois, 9.069 entre carros de passeio e comercial.
Em 2016, conforme o órgão estadual, atingiu 9.509. Um aumento de quase 50%, mesmo diante de uma pista precária e perigosa. De acordo com os parâmetros técnicos de engenharia, quando o VDM ultrapassa 8 mil veículos, a solução mais indicada é a duplicação.















