Denominado “Expo Cup”, uma disputa de “pegação” na ExpoAgro que circulava nas redes sociais, relacionava pontos com determinadas características físicas da mulher e do nível dos atos praticados. A competição virou caso de polícia nesta semana.
Um jovem de Itapetininga está sendo investigado por ameaçar uma mulher que, pelas redes sociais, divulgou as mensagens e denunciou o grupo de competição de “pegação”.
Nas mensagens trocadas por eles, havia um regulamento “objetificando” mulheres e atribuindo pontos, de acordo com suas características físicas e atos sexuais realizados, que seriam disputados na 48ª ExpoAgro.
Um dos jovens já foi ouvido pela polícia e o caso será encaminhado a um juizado especial. De acordo com a delegada Leila Tardelli, o rapaz está sendo acusado de ameaçar a jovem que divulgou as mensagens em seu perfil, para alertar outras mulheres à respeito da prática.
O caso gerou revolta nas redes sociais. “Cada menina vale pontos de acordo com as características, o que deixa a brincadeira além de machista, preconceituosa.”, alertou uma jovem.
Segundo a delegada, o jovem foi ouvido na última quarta-feira, dia 11. Mais dois rapazes ainda serão ouvidos para prosseguir com as investigações. O caso será encaminhado a um juiz.
A advogada e presidente do (ABRACE), Samira Albuquerque disse ao Correio que recebeu meninas apresentando relatos do ocorrido, que foram encaminhados para a Delegacia da Mulher.
Samira disse que as jovens estão aterrorizadas. “As meninas que foram vítimas desta ‘brincadeira’, estão aterrorizadas. Esta é uma situação muito séria.”
Sobre o ocorrido, a advogada diz ser um retrocesso de uma juventude alienada. “Atitudes como esta demonstram a quão alienada a juventude está.”
A advogada diz que o caso é um reflexo de uma sociedade patriarcal. “Temos que combater estes atos atrelados a cultura do estupro, que desencadeiam sérios problemas com automutilação, depressão e suicídios.”
Paciente com câncer terminal que se casou em hospital de Itapetininga morre 11 dias após cerimônia
Paciente com câncer terminal que se casou em hospital de Itapetininga morre 11 dias após cerimônia

















